Mundial 2026
Curaçau: O pequeno paraíso que se estreia no Mundial
14 jun, 2026 - 12:30 • Redação*
Curaçau é o território mais pequeno de sempre a participar num Mundial e é um dos quatros estreantes da edição 2026. A seleção dirigida pelo experiente Dick Advocaat estreia-se contra a Alemanha este domingo, em Houston, a partir das 18h00
Curaçau é um pequeno território autónomo do Reino dos Países Baixos, situado ao largo da Venezuela. Com cerca de 160 mil habitantes, a ilha prepara-se para viver o maior momento da sua história desportiva, tornando-se na mais pequena seleção de sempre a qualificar-se para uma fase final de um Campeonato do Mundo.
A reduzida dimensão do território reflete-se também na composição da equipa. Dos 26 convocados, apenas Tahith Chong nasceu em Curaçau. Os restantes cresceram nos Países Baixos, filhos ou netos da diáspora da ilha.
A história da seleção no futebol internacional está longe de ser rica. Antes desta campanha histórica, Curaçau tinha apenas participado em três edições da Gold Cup, somando uma única vitória em todo o historial da competição.
Foi, por isso, com surpresa que a seleção caribenha garantiu, pela primeira vez, a presença num Campeonato do Mundo. Depois de uma primeira fase perfeita, com triunfos sobre Haiti, Barbados, Aruba e Santa Lúcia, voltaram a superar as expectativas na segunda fase.
Num grupo com Jamaica, Barbados e Trinidad e Tobago, um empate frente aos jamaicanos na última jornada bastou para assegurar o primeiro lugar e carimbar um apuramento inédito.
Ao leme da equipa está um veterano do futebol europeu. Dick Advocaat, antigo selecionador dos Países Baixos e treinador de clubes como Feyenoord, PSV ou Sunderland, assumiu a missão de conduzir a pequena ilha ao maior palco do futebol mundial e conseguiu-o.
Apesar da falta de experiência da equipa em grandes competições, o selecionador conta com alguns nomes conhecidos do futebol europeu.
O mais experiente é Leandro Bacuna, médio do Igdir FK e antigo jogador do Aston Villa, que é também o capitão da seleção e uma das principais referências da equipa. Ao seu lado está o irmão, Juninho Bacuna, formado no Groningen e com passagens por Huddersfield Town, Rangers e Birmingham City.
Entre os convocados encontram-se ainda três jogadores com passagem pelo futebol português. Jeremy Antonisse representou o Moreirense durante duas temporadas, enquanto Riechedly Bazoer teve uma passagem discreta pelo FC Porto, atuando sobretudo pela equipa B.
O nome mais familiar para os adeptos portugueses será, porventura, Kenji Gorré. O extremo passou por Estoril e Nacional antes de se afirmar no Boavista. Em duas épocas de xadrez ao peito, participou em 65 jogos, marcou sete golos e fez nove assistências, desempenhando um papel importante nas campanhas de permanência dos axadrezados na I Liga.
Curaçau estreia-se contra a Alemanha este domingo, em Houston, a partir das 18h00 e tem ainda a companhia de Equador e Costa do Marfim no grupo, pelo que não se adivinha fácil a continuidade em prova após a conclusão da primeira fase. Frente aos alemães a pequena nação insular terá o teste de maior exigência, pelo que será natural que a estreia nos grande palcos não termine em glória.
Ainda assim, o Mundial é uma competição que permite a todos sonhar e, se a presença nas Américas já era um sonho, por que não poderá a pequena ilha sonhar mais alto?
- Bola Branca 18h14
- 09 jul, 2026








