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Mundial 2026

"Nu Bai". Cabo Verde "habituado a viver com 1%, os restantes 99% são esperança"

15 jun, 2026 - 12:40 • João Filipe Cruz

É esta segunda-feira que os 'Tubarões Azuis' dão o primeiro passo em Mundiais. Será difícil vencer Espanha, mas a acontecer "talvez pare o mundo", a começar por Lisboa.

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"Nos óra dja txiga". Chegou a hora de Cabo Verde no Mundial. Esta terça-feira os Tubarões Azuis nadam, pela primeira vez, no Mundial. O adversário é, também ele, um tubarão, mais que habituado a estas lides: Espanha, campeã do mundo em 2010 e quatro vezes campeã da Europa. Os de La Roja assustam, mas os cabo-verdianos não deixarão de festejar a estreia.

"Entendemos que seria útil fazer uma festa para celebrar a estreia de Cabo Verde no Mundial. Convidamos todos os cabo-verdianos e todos os amigos de Cabo Verde a participar nesta festa em Santos [Lisboa]. A entrada é livre para todos os quiserem ver a partida. Estamos todos entusiasmados e expectantes para que Cabo Verde consiga um bom resultado", partilha com Bola Branca Ana Pires, encarregada de negócios da Embaixada de Cabo Verde em Portugal.

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A diplomata participou na organização de uma fan zone em Lisboa para apoiar os Tubarões Azuis na estreia. Um país "pequenino, mas de coração grande" e, como tal, haverá "façanhas" das ilhas a compor o evento.

"Muita batucada, cachupa, torresmos, que também não podem faltar. É uma alegria enorme poder sentir a nação unida", confessa Ana Pires.

O desejo é que Cabo Verde "faça bonito" esta tarde e, havendo contenção tendo em conta o adversário, a esperança não morre.

"Já ouvi prognósticos que diziam que só temos 1% de chances de ganhar, mas o cabo-verdiano sempre viveu com 1%, os restantes 99% é só a esperança que temos. Vamos jogar com esperança. A estreia para nós é uma grande alegria, só estar na Copa é uma grande alegria. Nós estamos cientes de que os nossos jogadores, os nossos Tubarões Azuis vão com tudo, vão com tudo. Como se diz em crioulo, nu bai", exclama.

Mesmo sendo complicado e havendo juras de festa independentes de qualquer que seja o desfecho do jogo de Atlanta, há que contar com o improvável. O improvável pode bem "parar o mundo".

"Estou toda arrepiada. Toda a gente está muito feliz, mas também muito ansiosa, porque efetivamente é algo inédito. Não condigo dizer como será festa se ganharmos. Talvez possamos parar o mundo", suspira Ana Pires em conversa com a Renascença.

Cabo Verde mede forças com Espanha na primeira jornada do grupo H. Partida marcada para as 17h desta segunda-feira.

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