Carlos Carvalhal: "O meu ADN é Braga"
29 jul, 2020 - 12:54 • Inês Braga Sampaio
Carvalhal acredita que o segundo casamento com o Braga tem tudo para ser perfeito, visto que tanto treinador como clube cresceram durante o período em que estiveram separados.
Carlos Carvalhal não tem dúvidas de que forma o casamento perfeito com o Sporting de Braga, que considera a sua casa e o berço das ideias de futebol positivo que desenvolveu ao longo da carreira de treinador.
"O meu ADN é Braga", declarou o técnico, de 54 anos, na apresentação como novo treinador do terceiro classificado da I Liga. É o regresso a casa, 13 anos depois, e Carvalhal não esquece a primeira aventura:
"Não vou vestir a pele, esta é a minha pele. O meu futebol e o futebol positivo que praticamos desde sempre tem muito da nossa passagem pelo Braga. O culto do bom futebol, da técnica em relação à força, de tentar ganhar os jogos todos. Esse é o meu ADN e estou muito contente por voltar a casa e muito agradado pelo convite. O clube também cresceu imenso desde a minha última passagem, a diferença é avassaladora."
"Não gosto de trabalhos incompletos e sempre senti que tinha algo a terminar aqui [Braga]", acrescentou o ex-treinador do Rio Ave.
Vencer a praticar futebol atrativo
Carlos Carvalhal assumiu que o objetivo é praticar bom futebol e que essa forma de jogar leve o Braga "a ser melhor que o adversário".
"Sabemos o que queremos. Os nossos jogadores não têm dúvidas em relação aos objetivos. Não há segredos, é preparar a equipa para ganhar o primeiro jogo e depois o segundo, mas não de qualquer forma", vincou.
O treinador, que já passou por clubes como Sporting, Besiktas, Sheffield Wednesday e Swansea, sabe que, hoje em dia, os treinadores têm de "dar respostas rápidas". Portanto, a sua intenção "é, rapidamente, formatar o plantel e torná-lo positivo, de forma a que cada jogador se sinta útil, mas que olhe para o lado e veja alguém que possa fazer-lhe frente".
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Dedo dos filhos no regresso a casa
Carlos Carvalhal aproveitou, também, para esclarecer que a sua saída, na primeira passagem pelo Sporting de Braga, em 2006/07, não deveu a maus resultados ou atritos, mas antes a "questões familiares".
Tenho dois filhos que, então, tinham pouca idade. E
sabem como todos os miúdos podem ser cruéis. Ora, era impossível eu desligar-me
da realidade escolar dos meus filhos, que viviam uma situação muito má. Não
podia tê-los a chegar a casa a chorar todos os dias. Eu sou crescido e
aguentava a pressão, eles não", explicou o técnico.
Agora, foram os mesmos filhos que o levaram a abandonar o barco, há cerca de 13 anos, que convenceram o treinador a voltar ao Braga:
"Ironia do destino, e porque a vida dá muitas voltas, os principais impulsionadores para este meu regresso foram o meu filho e a minha filha. Eles foram os mais entusiastas da minha vinda para Braga. Já estive fora do país e nunca contrariei a minha família. E desta vez tive o impulso emocional para voltar à minha terra, ao meu clube do coração."
- Bola Branca 18h16
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