Feirense defende a presença de adeptos nos estádios e critica "privilegiados" de outros setores
30 jul, 2020 - 18:58 • João Paulo Ribeiro
Presidente Rodrigo Nunes reage, em Bola Branca, à decisão já oficializada pelo Conselho de Ministros de manter o futebol sem público devido à pandemia da Covid-19.
Os clubes da II Liga foram notificados pela Liga Portugal de que o campeonato vai começar sem público nas bancadas. Decisão tomada e já oficializada pelo Governo, em Conselho de Ministros. O Feirense reage.
Bola Branca falou, a propósito, com o presidente do Feirense, clube que andou na corrida pela promoção até à conclusão antecipada do campeonato devido à covid-19.
O presidente do clube fogaceiro, Rodrigo Nunes, considera que os estádios poderiam ter uma determinada percentagem de ocupação e confessa não perceber a desigualdade de critérios com privilégio para certos setores.
"Espero que isto não seja, apenas, uma obrigação do futebol. Que seja de todos os espetáculos que existem. Vamos ouvindo que há alguns privilegiados e as pessoas do futebol saem em defesa da modalidade e criticam estas decisões. Os estádios podiam ter uma percentagem da lotação ocupada. O nosso tem capacidade para 5500 espectadores e se tivesse 2000 ou 2500, existiria espaço para os albergar com toda a segurança", referiu.
Decisão afeta desportivamente
A ausência de adeptos afeta o Feirense na vertente desportiva. Financeiramente não, porque as receitas de bilheteira são muito baixas, admite Rodrigo Nunes.
"As receitas de bilheteira, na Segunda Liga, têm um valor residual. No nosso estádio até temos boas assistências mas, muitas vezes, os adeptos não pagam e há campanhas onde podem trazer um familiar ou um amigo. Portanto, a ausência de adeptos nas bancadas não nos afeta financeiramente mas sim desportivamente, pois os nossos adeptos têm um papel muito importante no apoio à equipa. Muitas vezes é essa a nossa vantagem em relação aos adversários", concluiu.
- Bola Branca 18h16
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