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I Liga

Sp. Braga diz que Daniel Sousa quer receber indemnização superior ao acordado

13 nov, 2024 - 15:59

Daniel Sousa orientou os arsenalistas durante quatro partidas.

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O Sp Braga acusa o antigo treinador da equipa de futebol Daniel Sousa de imoralidade por pretender receber um valor superior ao acordo de rescisão inicialmente previsto entre as partes.

Contratado ao Arouca ainda com a época passada a decorrer, Daniel Sousa ingressou no Sp. Braga em 2024/25 tendo orientado a equipa em quatro partidas (duas vitórias e dois empates), para acabar despedido após a igualdade caseira a uma bola com o Estrela da Amadora, da primeira jornada da I Liga, tendo-lhe sucedido Carlos Carvalhal.

Em comunicado, o clube minhoto revela que ainda não pagou a indemnização ao técnico porque este, já depois do acordo verbal inicial, a 11 de agosto, comunicou ao clube, "de forma imoral", que pretendia que esse valor, "em termos líquidos, fosse superior ao valor que receberia de salário líquido caso continuasse, efetivamente, a trabalhar".

Nesse acordo de cessação da relação contratual "foi dito imediatamente ao treinador que não seria prejudicado do ponto de vista financeiro, pois o Sp Braga iria pagar-lhe os valores líquidos a que teria direito até final do seu vínculo laboral e, caso o mesmo fosse treinar outro clube, apenas se descontaria ao valor da indemnização o rendimento que aí obtivesse, um acordo ao qual o treinador nada contrapôs".

Segundo os arsenalistas, Daniel Sousa informou mais tarde o clube "que pretendia que acrescesse ao valor líquido aquele que, no âmbito da relação laboral, se destinaria a descontos para a segurança social e que não seriam devidos por estar em causa uma indemnização".

Para o clube minhoto, isso representaria que, "sem estar a exercer funções e a trabalhar", Daniel Sousa "pretendia receber um valor líquido mensal superior àquele que receberia caso se mantivesse em atividade no clube" o que entende ser uma "falta de moralidade, razoabilidade e retidão do treinador".

O Sp Braga diz saber que, "em caso de litígio judicial poderá, eventualmente, ser dada razão, do ponto de vista legal, ao treinador, mas ficará para sempre gravada na memória de todos a postura que o mesmo tem assumido neste processo".

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