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Conferência Bola Branca

Luís Freire decide futuro "nos próximos dias". "A médio prazo quero chegar mais alto, próximo passo é o equilíbrio"

27 mai, 2025 - 13:36 • Luís Aresta (moderação) , Inês Braga Sampaio (texto)

Acabado de deixar o Vitória de Guimarães, o treinador afirma que "não podemos sofrer muito com decisões que não passam por nós" e recorda os inícios da carreira, além de olhar para o futuro, na "Conversa de misters" da Conferência Bola Branca.

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Luís Freire e Nuno Presume: veja a 'conversa de misteres' na Conferência Bola Branca
Veja aqui a conversa completa.

Luís Freire ainda não decidiu o futuro, depois de ter deixado o Vitória de Guimarães, no entanto, já sabe o que quer a médio prazo — "chegar mais alto" no futebol português. Por agora, para o próximo projeto, pretende obter o equilíbrio que lhe permita, mais tarde, subir esse degrau.

"Agora, o principal é o equilíbrio", começa por dizer o treinador, de 39 anos, durante o painel "Conversa de misters", da Conferência Bola Branca, esta terça-feira. Depois de ter passado por distritais, Campeonato de Portugal, II Liga, I Liga e Vitória, "o próximo passo é ser equilibrado".

Freire ainda está a "recolher 'feedbacks' do que pode aparecer, para poder tomar a decisão", mas algo é certo: "Tem de ser um passo equilibrado."

"Tenho de perceber bem o que pode ser bom para o próximo passo, porque a médio prazo quero claramente chegar mais alto em Portugal, mas a curto prazo vou ter de perceber o que é melhor para mim para conseguir dar esses passos depois. Neste momento estou a ponderar, ainda não tomei decisões. Dentro ou fora de Portugal, para onde for, tenho de ir extremamente motivado", salienta o técnico.

A decisão, contudo, está para breve: "Nos próximos dias, provavelmente, já terei mais certezas do que me reserva o futuro próximo."

Vitória? "Não podemos sofrer muito com decisões que não passam por nós"

Sem se alongar muito sobre a estadia no Vitória de Guimarães, nesta conversa com o também treinador Nuno Presume e o editor de Desporto da Renascença, Luís Freire salienta que, como treinador, tem de estar "preparado para tudo": "Para coordenar muitas coisas que estão sob a nossa alçada, mas há coisas que não controlamos. Tudo o que passa por nós nós temos influência e mostramos o nosso trabalho."

"Os clubes passam por muitas transformações das quais o comum adepto não sabe e os treinadores vão-se adaptando à reorganização interna adaptar. Há decisões que não passam por nós e não podemos pensar muito nisso, senão perdemos o nosso foco no dia a dia. Há que lidar de forma natural, porque a nossa carreira não se faz em três anos ou em dez, é a nossa consistência que fala por nós. Todas as experiências são enriquecedoras. Não podemos sofrer muito com decisões que não passam por nós", sustenta.

Freire lembra que esteve três anos no Rio Ave, o que "numa Liga portuguesa quase não existe, não se dá três anos a ninguém".

"Neste último projeto [Vitória] cheguei ao fim, a partir daí as pessoas são livres de decidir o que entendem ser melhor para a instituição. Faz parte da vida dos clubes. Agora, a minha consciência está sempre muito tranquila. Como é lógico, queremos sempre evoluir e fazer melhor, fazer a autocrítica, mas de forma justa", realça.

Dos Distritais, com "zero euros", à Europa

Freire recorda como, quando começou a treinar, nos Distritais, "recebia zero euros", mas já tinha o objetivo de chegar à I Liga. E sempre com "ambição máxima e jogo ofensivo", para subir escalão a escalão.

Ao terceiro ano no Rio Ave, já depois de ter subido e mantido os vila-condenses na I Liga, Freire teve de se adaptar a uma mudança grande. Não só viveu a transformação para SAD, como também a entrada de um investidor estrangeiro, o grupo do dono do Olympiacos, o grego Evangelos Marinakis, que também detém os ingleses do Nottingham Forest.

"O projeto é contratar pela valia ou pelo potencial dos jogadores e desenvolvê-los. Tens de te adaptar ao que tens. Foi uma transformação de 20 jogadores e eu estava a adaptar-me estrategicamente. Jogávamos num 3-4-3 com extremos à largura e passámos a não ter esse tipo de jogadores, passámos a ter laterais, por isso era importante adaptarmos o sistema aos jogadores que tínhamos", recorda, acrescentando que também no Vitória chegou e adaptou-se ao que tinha, de forma a "jogar o melhor futebol possível e atingir resultados".

Agora, Luís Freire prepara-se para escolher novo projeto para abraçar, ainda que não saiba, ainda, qual será. Sabe é quem escolheria para a sua equipa, dos grandes jogadores que já orientou durante a carreira.

~"Apanhei jogadores em vários patamares da carreira. Um Ukra, Vítor Gomes, Samaris, Adrien, Matheus Nunes no seu melhor nível. Todos foram jogadores de seleção ou de grandes clubes. Qualquer um deles no seu melhor nível serviria para levar para um clube grande. O Matheus é o único que está a jogar, por isso teria de ser o Matheus", conclui.

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