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Conferência Bola Branca

"Se não existissem autarquias, o Desporto fechava no dia seguinte"

27 mai, 2025 - 13:05 • Carlos Calaveiras , Eduardo Soares da Silva

Domingos Castro, presidente da Federação de Atletismo, e Daniel Monteiro, presidente da Confederação do Desporto de Portugal, debatem o futuro das modalidades no país.

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Veja aqui a conversa.

Sem o apoio das Câmaras Municipais, o "Desporto fechava no dia seguinte". É a convicção de Daniel Monteiro, presidente da Confederação do Desporto de Portugal, na 3.ª Conferência Bola Branca.

"Se não existissem as autarquias, o Desporto fechava no dia seguinte. As autarquias e as famílias. O Estado central investe menos de 10% do custo total do Desporto em Portugal. Sem autarquias e famílias que suportam o resto, o Desporto fechava", alega.

Domingos Castro, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, concorda: "O nosso parceiro de excelência são as Câmaras Municipais. Se não fossem elas, a nossa federação não conseguiria sobreviver. Agradeço a todas, tenho feito um trabalho com todas."

O ex-fundista, eleito no final do ano passado para o cargo, revela que já reuniu com cerca de 50 autarcas, "numa dinâmica e ritmo que, se não tivesse sido atletas, provavelmente não aguentaria."

Daniel Monteiro defende que a Confederação do Desporto serve para "dar uma nova voz ao desporto nacional": "Sentimos que as federações não estavam a ter uma capacidade de se unirem e, entre si, encontrarem pontos de consenso para fazerem valer as suas reinvindicações."

"Temos de criar um fundo de desenvolvimento para que possamos deixar de ter, em definitivo, federações que tenham de optar entre participar num Mundial com determinado número de atletas ou investir nos clubes, levar um fisioterapeuta ou um treinador-adjunto. É inaceitável nos tempos que correm", prossegue.

O presidente da Confederação do Desporto acredita que o Orçamento do Estado deveria atribuir verbas semelhantes ao Desporto e à Cultura.

"É expectável termos um orçamento igual, há muitos anos era semelhante, hoje a Cultura tem um orçamento cinco ou seis vezes superior. A Cultura teve capacidade de se fazer valer e o Governo reconheceu a sua importância, mas o Desporto tem, também, uma importância social brutal", explica.

Domingos Castro defende que o futuro está mais próximo de ser garantido com uma grande aposta na formação: "A primeira medida que tomamos foi que todas as seleções tenham de ir completas e isso não acontecia há 15 anos."

"Estamos a proporcionar estágios, em cinco meses movimentamos cerca de 330 atletas, também já não se lembravam da última vez. Agora ficam oito, dez noites. Os jovens vêm luz ao fundo do túnel, vale apena apostar na modalidade", prossegue.

Pichardo continua na seleção

A continuidade de Pedro Pablo Pichardo continuar a representar a seleção nacional foi igualmente confirmada por Domingos Castro.

"Temos tido conversas muito frequentes com o Pedro e o pai, vai estar em Tóquio com a promessa o que estará também nos campeonatos nacionais", conclui.

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