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Tertúlia Bola Branca

O que se passou esta época com o Penafiel? Hélder Cristóvão explicou na "Tertúlia Bola Branca"

03 jun, 2025 - 11:45 • Hugo Tavares da Silva

Depois da análise ao trabalho de Martínez, do elogio a Mora e do conselho a Félix, o treinador abordou a passagem no clube: “O Penafiel atreveu-se a estar naqueles lugares de subida. Foi muito má a parte final, penaliza-nos a todos".

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Hélder Cristóvão jogou 35 vezes pela seleção nacional e passou um ano no Parque dos Príncipes, num PSG que era bem diferente do clube que acabou de conquistar a Liga dos Campeões, embalado pela arte do senhor Vítor Ferreira, Vitinha.

Foi por estas duas razões que o agora treinador foi convocado para o regresso definitivo da “Tertúlia Bola Branca”, um programa da Renascença que passa na antena desta rádio na segunda-feira à noite, assim como no site, no YouTube e nas plataformas habituais de streaming.

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Depois da análise à convocatória e liderança de Roberto Martínez, do elogio a Rodrigo Mora e do conselho a João Félix, Hélder abordou o projeto que agora acabou no Penafiel. Foram dois anos e meio, uma eternidade hoje em dia no futebol português. Depois de quase 30 jornadas nos lugares cimeiros, pingou o inferno no Estádio Municipal 25 de Abril: 11 derrotas nos derradeiros 15 jogos da II Liga, que acabou por premiar os trabalhos de Luís Pinto e Vasco Botelho da Costa no Tondela e no Alverca.

“O Penafiel atreveu-se a estar naqueles lugares [de subida]”, contou o treinador, de 54 anos, na Tertúlia Bola Branca. Foram 26 jornadas consecutivas nos três primeiros. Fomos realmente a equipa surpresa e sensação durante esse período, com um plantel formatado para estar nos 10º e 11º lugares. Conseguimos elevar a fasquia, quer em termos exibicionais, quer em termos táticos e técnicos. Foi um período muito bom.”

Do lado belo da vida passou para o desavindo. “Depois… plantel curto, lesões, muita gente sem contrato, podia ir por aí… Foi muito mau, realmente foi muito mau a parte final”, confessa. “Penaliza-nos a todos, principalmente a mim como treinador. Não é fácil encontrar razões que justifiquem tanta derrota seguida. É de realçar que em sete derrotas que tivemos em cinco desses jogos estávamos a ganhar, um deles por 2-0. Portanto, fatores anímicos que não conseguimos encontrar, nem descrever aqui.”

Apesar de tudo, do desfecho que soou a murro no estômago, Hélder valoriza o tempo que ali passou. “Acho que fui o treinador com mais tempo nos campeonatos profissionais, não é fácil. Uma época já é muito, dois anos e meio…”, comentou este ex-futebolista que apreciou ser treinado por homens como Bobby Robson, Paulo Autuori e Fernando Santos, que o treinou no Estoril quando passou de “menino para homem”, e tirou o chapéu a Toni e Tomislav Ivić.

“Quero agradecer à direção”, continuou, num tom mais institucional. “Deu-me sempre conforto e apoio para poder ir pensando pela minha cabeça e fazer coisas. O Penafiel é um clube histórico que precisa de crescer em muitas coisas, em muitas já conseguiu fazer, noutras tem de crescer para poder dar o passo seguinte, que será lutar pela subida de divisão.”

Após pendurar as botas no Larissa da Grécia, em 2006, Hélder Cristóvão passou, como treinador, por Benfica B, Al-Nassr, Al-Ettifaq, FC DAC e Al-Hazm.

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