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Futebol Nacional

O que exigiram os árbitros na reunião com a Liga?

03 dez, 2025 - 17:14 • Hugo Tavares da Silva com Lusa

A APAF propôs várias alterações regulamentares na reunião de 12 de novembro com a Liga. Agora, depois de uma resposta insatisfatória, árbitros admitem "paragem total" e aumento da contestação.

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No dia 12 de novembro a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) reuniu-se com o presidente da Liga Portugal, Reinaldo Teixeira, para exigir algumas alterações regulamentares.

Vivia-se mais um período conturbado do futebol português. Vive-se. Dirigentes contra dirigentes, clubes contra clubes, clubes contra árbitros, treinadores contra árbitros e, agora, árbitros que começam a levantar a voz para se defenderem.

As propostas da APAF terão caído em saco roto pois esta quarta-feira, 3 de dezembro, um comunicado daquela entidade vem admitir o cenário de “paragem total”, anunciando ainda o aumento da contestação por parte dos senhores do apito.

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O que pediram, afinal, os árbitros?

Resumindo, o reforço da punição para atitudes e comportamentos de clubes e agentes desportivos contra as equipas de arbitragem.

A APAF, sem recorrer a qualquer exemplo ou episódio, defendeu a alteração do Artigo 66.º, referente a coação, acrescentando a ocorrência com familiares dos elementos de arbitragem.

Ou seja, "considera-se, designadamente, que existe tentativa quando o clube, durante o jogo, incluindo o seu intervalo, confronte ou exiba a qualquer elemento da equipa de arbitragem decisões suas desse jogo ou de jogos anteriores sem que este o consinta", pode ler-se na redação proposta pela APAF, que estende o âmbito deste articulado às tentativas de coação.

No início do mês de novembro, o árbitro Fábio Veríssimo denunciou uma "tentativa de pressão" do FC Porto, num jogo contra o SC Braga, depois de ser colocada no balneário da equipa de arbitragem uma televisão a repetir lances da primeira parte do jogo e até de outros momentos.

O documento da APAF prosseguia com a sugestão de um aumento das multas, no caso de declarações sobre arbitragem antes dos jogos, para o triplo, defendendo a perda de pontos, em caso de reincidência, e a penalização da "suspeição".

Idêntica proporção tinha a proposta de agravamento das sanções às agressões a árbitros, incluindo a perda de cinco a 10 pontos na classificação.

A estrutura representativa dos árbitros defendia ainda um agravamento de 100% das multas para os atos de lesão da honra e reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros, propondo ainda, em caso de reincidência, um a três jogos de interdição, e, no caso de três ou mais condenações, a perda de dois a seis pontos.

As alterações dos regulamentos de competições, disciplinar e de arbitragem que forem aprovadas no decurso de uma época desportiva só entram em vigor na época seguinte, segundo o Regulamento Geral da LPFP. No entanto, existem exceções, caso as alterações regulamentares sejam aprovadas por unanimidade, com "expressa menção da data ou prazo da respetiva entrada em vigor", lembra o documento da APAF.

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  • Façam greve perpétua
    03 dez, 2025 Fazem cá uma falta... 17:33
    Os gajos do apito influenciam resultados de jogos, falseiam campeonatos, fazem arbitragens deploráveis onde descaradamente os erros são sempre contra o mesmo lado, e depois querem "silêncio e sossego"? Façam as greves que quiserem, há regulamentos no futebol que preveem a ausência de árbitro. Para algumas arbitragens com que somos brindados, até podia ser bom uma greve de árbitros.

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