Greve Geral
Futebolistas à margem da paragem, mas Sindicato dos Jogadores está "solidário com trabalhadores"
11 dez, 2025 - 18:27 • Rui Viegas
Joaquim Evangelista, líder do sindicato, manifesta - igualmente - preocupações no setor, em dia de greve geral em Portugal. Um exemplo: a carga fiscal.
O presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, Joaquim Evangelista, mostra-se "solidário" em dia de greve geral, convocada por CGTP e UGT.
Os futebolistas estão à margem da paralisação, Evangelista explica porquê, mas tal não é sinónimo de que não haja preocupações na classe. E, até no desporto, de forma mais abrangente.
"Estou solidário com esta greve, ao lado dos trabalhadores e contra este pacote laboral que - com o devido respeito - não faz sentido nenhum. Numa altura em que as pessoas estão preocupadas com o Natal, o Governo traz de repente este assunto (para a mesa), o qual nem sequer discutiu na campanha eleitoral. Surpreendeu-nos a todos. No desporto a forma de atuar também tem sido unilateral, sem diálogo, quando as organizações europeias dizem que as partes devem ser ouvidas. E, neste caso, fomos surpreendidos (recentemente) com uma série de medidas novas", começa por referir em Bola Branca.
Joaquim Evangelista acrescenta que os futebolistas só não são atingidos diretamente por estarem ao abrigo de um regime especial. "Não são medidas dirigidas diretamente aos futebolistas porque há uma lei que se sobrepõe à lei geral. Não quer dizer que indiretamente não sejam visados, nomeadamente ao nível da contratação coletiva", justifica.
Por fim, nestas declarações, o presidente do sindicato lamenta que nada seja feito ao nível da carga fiscal que, na sua opinião, afeta o sector-desporto: "A questão fiscal é central. Para os futebolistas e trabalhadores em geral. A carga fiscal que se paga neste país devia ser uma preocupação do Governo e não é. Não somos convocados para essa discussão".
- Bola Branca 18h15
- 15 mai, 2026






