19 dez, 2025 - 12:40 • Rui Viegas
A arbitragem do Santa Clara-Sporting, a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal, continua a motivar reações e indignações.
Desta vez, em declaração a Bola Branca, o candidato à presidência do Benfica João Diogo Manteigas considera que a competição está “morta” e exige “um cerco e uma vigilância apertados” ao Conselho de Arbitragem.
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“Esta Taça de Portugal está ferida completamente, está literalmente morta porque a verdade desportiva não transitou para a próxima fase”, começa por dizer Manteigas à Renascença.
“Portanto é de lamentar e de continuar a manter aqui um cerco e uma vigilância muito mais apertados a todos os clubes relativamente ao Conselho de Arbitragem eleito em fevereiro deste ano na Federação Portuguesa do Futebol.”
João Diogo Manteigas considera que o aconteceu na quinta-feira à noite, em Ponta da Delgada, numa alusão ao penálti que deu o empate dos leões já depois da hora (e que permitiria a vitória dos visitantes depois no prolongamento), “é grave”. E acrescentou: “Não é a primeira vez que acontece esta época. Temos visto, de facto, um comportamento do Sporting, na pessoa do seu presidente… Relembro a entrevista que ele deu no início deste ano civil, os comportamentos por parte do sector da arbitragem mudaram.”
João Diogo Manteigas, que obteve 11.48% na primeira volta das eleições do Benfica (202.989 votos de 12.259 votantes), apelou ao rival do Sporting para agir. “Acho que cabe ao Santa Clara tomar uma posição exemplar, não só uma exposição ao abrigo do regulamento da arbitragem, podem apresentar um protesto contra João Pinheiro e o VAR à cabeça. E o Conselho de Arbitragem, mais uma vez, tem de ser visado e explicar o que se passou ontem [quinta-feira] porque ninguém consegue compreender.”
E finalizou: “Novamente, ao fim do dia, o futebol português é uma vez mais prejudicado numa altura em que estamos a falar da centralização de direitos audiovisuais. Lamento, não vão buscar milhões para se assistir a este triste espectáculo”.