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Futebol Nacional

Taça de Portugal vai ter um novo formato: equipas da I Liga entram mais tarde e há novidades na semifinal

02 jan, 2026 - 09:55 • Inês Braga Sampaio

Pedro Proença admite "estudar" implementação da nova tecnologia semiautomática de deteção de fora de jogo já em 2026, quer "revolução" na arbitragem e da justiça desportiva, e pretende maior escrutínio sobre potenciais investidores.

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As equipas da I Liga vão passar a entrar apenas na quarta eliminatória da Taça de Portugal, uma ronda mais tarde que o atual, e as meias-finais passarão a ser disputadas a um só jogo, anuncia esta sexta-feira o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

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Num texto publicado no site da FPF, Pedro Proença realça que o calendário internacional "cada vez mais apertado" exige "resposta imediata e assertiva", pelo que considera "mais urgente que nunca" repensar o modelo das competições. Por isso, as alterações ao modelo da Taça entrarão em vigor já a partir da próxima época, 2026/27.

"É a nossa resposta a uma necessidade urgente", pode ler-se.

Atualmente, as equipas da primeira divisão entram na Taça na terceira eliminatória e as meias-finais são disputadas a duas mãos.

A FPF está disponível para, "nas provas organizadas pela Liga Portugal, validar aquele que for o modelo definido pelos clubes, que deve ter em conta os interesses, financeiros e desportivos, do futebol profissional".

Arbitragem, Justiça e investidores

Proença assume a intenção de operar uma "revolução profunda" no modelo do Conselho de Arbitragem e faz votos de que 2026 "seja o ano em que se comece a pensar, enfim, a arquitetura da Justiça Desportiva".

Ainda sobre a arbitragem, a sua anterior carreira, Pedro Proença mostra-se "disponível para estudar" a implementação da nova tecnologia semiautomática de deteção de fora de jogo já em 2026.

No mesmo artigo, o presidente da FPF manifesta a intenção de dar mais poder à Comissão de Auditoria da Liga Portugal, com vista ao escrutínio de novos potenciais investidores em SAD's portuguesas.

"Quem vem por bem será sempre bem-vindo. Mas temos de estar cada vez mais atentos aos que, com intenções duvidosas, chegam até nós. É necessário apertar a malha, criando um novo modelo de escrutínio a quem investe no futebol português. (...) A aproximação da Centralização e as notícias que dão conta da entrada de grupos criminosos internacionais em Clubes ou SAD devem fazer-nos redobrar a atenção. Copiando, mais uma vez, o de bom que se faz lá fora", lê-se.

A Comissão de Auditoria da Liga Portugal é composta por FPF, Liga, Associação Nacional de Treinadores de Futebol e Sindicato de Jogadores.

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