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Carlos Vicens recusa favoritismo na Taça da Liga: "O Vitória é uma equipa em crescimento"

09 jan, 2026 - 14:37 • Lusa

O SC Braga-Vitória, dérbi inédito na final da Taça da Liga, arranca às 20h00 deste sábado, com relato na Renascença e acompanhamento, ao minuto, em rr.pt.

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O treinador Carlos Vicens quer um Sporting de Braga a “impor o seu jogo” diante do Vitória de Guimarães, na final da Taça da Liga de futebol, sábado, em Leiria, recusando qualquer favoritismo.

Após o triunfo por 3-1 sobre o Benfica, na quarta-feira, os bracarenses disputam pela primeira vez com o grande rival minhoto o jogo decisivo de uma prova a eliminar e vão tentar conquistar o quarto troféu, repetindo 2012/13, 2019/20 e 2023/24.

“Vai ser um jogo muito difícil, o Vitória vem de uma dinâmica positiva, é uma equipa em crescimento, pode ver-se o trabalho que se está a fazer lá, é uma equipa que não se rende, como ainda vimos recentemente, dá tudo, é uma equipa solidária e trabalhadora, que sabe jogar e vai apostar as suas cartas para ganhar”, elogiou.

Para contrariar os rivais de Guimarães, Carlos Vicens quer um Sporting de Braga “com muita personalidade, capaz de impor o seu jogo e ter o caráter necessário”, garantindo uma equipa “muito motivada e com a energia muito alta”.

“Temos que saber viver os momentos do jogo que não vão estar a teu favor, reagir às adversidades, e ter uma mentalidade muito forte pada dar melhor versão e conseguir essa vitória que nos faria muito felizes”, disse.

O treinador espanhol contrariou ainda a ideia de que o Sporting de Braga seja favorito por ter mais troféus ou, nos últimos anos, tenha melhores classificações no campeonato do que o Vitória.

“Não, nada. É um jogo diferente, com uma energia especial, uma final, um dérbi. Tudo o que aconteceu [no passado] não serve para nada, mesmo o nosso bom jogo com o Benfica não conta para nada. Amanhã [sábado] começa 0-0, não começa 1-0, e temos que ganhar o direito de conquistar o jogo através do esforço, de ser competitivos, de nunca deixar de lutar e saber sofrer”, disse.

O Sporting de Braga jogou com o Benfica na quarta-feira, pelo que tem menos um dia de descanso do que o Vitória de Guimarães, que venceu o Sporting na terça-feira (2-1) e Carlos Vicens quer ver a primeira meia hora do jogo para uma melhor avaliação dos níveis de energia da equipa.

Questionado sobre a importância de uma final entre duas equipas fora dos denominados ‘três grandes’ (Benfica, FC Porto e Sporting), o treinador disse depender também da cobertura e da importância que a comunicação social dará ao jogo.

“Mas, penso que pode ser positivo [para o futebol português], porque mostraram, ambas as equipas, que estão na final por mérito próprio e isso demonstra o nível do futebol português e o trabalho de muitos clubes e muitos treinadores para além desses clubes mencionados. Há que valorizar isso”, disse.

Bellaarouch, Niakaté (também integrado na seleção do Mali, que disputa a CAN), Sandro Vidigal e El Ouazzani são baixas para a final devido a lesão.

O SC Braga-Vitória, dérbi inédito na final da Taça da Liga, arranca às 20h00 deste sábado, com relato na Renascença e acompanhamento, ao minuto, em rr.pt.

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