04 fev, 2026 - 23:08
O presidente do Marinhense, João Carlos Pereira, resume a situação na cidade como “caótica e muito preocupante”.
Em declarações à Renascença, João Carlos Pereira lembra que ainda “há um estado emocional bastante impactante, porque, de um dia para o outro, há muita coisa que desaparece, muitas memórias, muita história que é colocada em causa”.
“Falando das que provavelmente foram mais afetadas, nomearia o Estádio Municipal da Marinha Grande, o pavilhão da FAI, onde se joga o voleibol, o pavilhão da Embra, do hóquei e do basquetebol, no campo da Ordem caiu um muro e a iluminação foi afetada.
O antigo treinador diz que “a energia elétrica, voltar a ter água, internet, tudo isto era um passo importante para poder agora retomar a vida”.
Já sobre o clube que lidera, João Carlos Pereira diz que há espaços, “como a nossa sala de troféus, o bar, que estão a céu aberto, a vedação foi afetada, a iluminação também”.
“Estamos aos pouquinhos a retomar a atividade, estamos a tentar encontrar soluções para os nossos treinos. Se nós não temos, os outros também não têm. Isto afeta as nossas equipas, creio que afetará também todos os outros desportos, outras coletividades”, acrescentou.
Nesta conversa com Bola Branca, João Carlos Pereira reforça: “Estamos numa fase em que qualquer ajuda é importante, mas também temos que perceber que cada um de nós, nas suas vidas pessoais e particulares, também tem que enfrentar situações como o seu património, as suas casas, as suas coisas, e é realmente um momento caótico e entende-se o porquê de estarmos num estado de calamidade”.
A depressão Kristin, com ventos muitos fortes e rajadas que ultrapassaram os 200 quilómetros/hora, atingiram o país na semana passada e ainda há milhares de pessoas afetadas, uma semana passada.