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Taça de Portugal

Vukcevic não quis, Tiuí aproveitou. As memórias do herói do Sporting na final da Taça frente ao Porto

03 mar, 2026 - 12:00 • André Maia

Em dia de primeira mão da meia-final da Taça de Portugal entre leões e dragões, o avançado brasileiro que saiu do banco para decidir a final de 2008 recorda as memórias de uma tarde histórica na sua carreira.

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Rodrigo Tiuí não deixou um palmarés extenso de golos no ano e meio que jogou pelo Sporting. Ainda assim, o "bis" que marcou na final da Taça de Portugal frente ao FC Porto, em 2008, ficou para a história dos leões.

No dia em que dragões e leões se reencontram na primeira mão da meia-final da Taça, a Renascença conversou com o antigo ponta de lança, hoje com 40 anos de idade.

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Tiuí chegou ao Sporting no mercado de inverno da época 2007/08. Nunca se estabeleceu no onze inicial de Paulo Bento e só se estreou a marcar na última jornada do campeonato, numa vitória frente ao Boavista. Os leões terminaram essa época no segundo lugar, 20 pontos atrás do Porto de Jesualdo Ferreira.

Na final da Taça, o brasileiro começou no banco e foi lançado nos descontos, aos 90 minutos, pensando no prolongamento. Frente a um Porto reduzido a dez unidades após a expulsão de João Paulo, o treinador do Sporting tirou Abel Ferreira e lançou o avançado.

Simon Vukcevic era o jogador que estava destinado a entrar, mas mostrou pouca vontade por ser tão tarde no jogo. Os planos mudaram. "Não estava previsto eu entrar, iria ser o Vukcevic, mas ele não estava afim por já serem os descontos. Eu aproveitei e dei o melhor de mim", recorda.

Aos 111 minutos, Tiuí recebeu um passe de Leandro Romagnoli na área e rematou de ângulo fechado. A bola desviou em Pedro Emanuel e traiu o guarda-redes Nuno Espírito Santo. Estava desfeito o nulo.

Minutos depois, aos 117, Tiuí fechou as contas do jogo com um golo que fica na história. Recebeu um cruzamento vindo da esquerda de Yannick Djaló e marcou um grande golo, de pontapé de bicicleta.

"Fica para a história. Muitos jogadores não querem jogar dez ou 15 minutos. Se tivesse oportunidade de jogar um minuto, tentaria fazer o golo de qualquer forma. Fui abençoado e consegui ainda fazer dois, jogando só o prolongamento. E quase fiz o terceiro", recorda.

A chegada de Hélder Postiga ao Sporting no verão seguinte tirou ainda mais espaço ao herói da Taça de Portugal, que caiu para terceiro na hierarquia de pontas de lança, atrás de Liedson e do internacional português.

Faria apenas sete jogos, sem marcar qualquer golo antes de regressar ao Brasil. Até terminar a carreira, em 2019, passou pelo Atlético Paranaense, Terek Grozny, Náutio, Criciúma, inense, Itumbiara, Noroeste e Uberaba. Hoje trabalha na formação no Brasil, mas o carinho aos leões ficou para sempre.

"Quando posso, acompanho o Sporting. O campeonato não passa no Brasil, mas quando há clássicos sempre vão passando e acompanho. Torço bastante pelo Sporting, aprendi a gostar muito deles. Espero que consigam levar a Taça de Portugal", admite.

Tiuí perdeu contacto com os colegas de equipa de então. Ficou o carinho dos adeptos: "Continuam a ser carinhosos comigo, deixei amigos em Portugal. Com o passar do tempo, falas menos e afastas um pouco, mas sempre que posso estou em contacto com os adeptos. Fiz história com os dois golos, isso conta muito para os adeptos."

Esta terça-feira, os dois rivais encontram-se em Alvalade para a primeira mão da meia-final. Tiuí pede "dedicação" aos jogadores que hoje vestem a camisola verde e branca: "Que se dediquem ao máximo, cinco ou dez minutos podem mudar uma partida e um jogador pode ficar para a história".

O jogo em Alvalade arranca às 20h45 e terá relato, em direto, na Renascença e acompanhamento, ao minuto, em rr.pt.

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