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Liga Europa

Vicens não deixa o Braga subir às nuvens. "Pés no chão"

18 mar, 2026 - 18:24 • Inês Braga Sampaio

Arsenalistas deram a volta ao Ferencváros e terão, agora, pela frente Bétis ou Panathinaikos, nos quartos de final. Por agora, é recuperar, porque há FC Porto no domingo.

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O treinador Carlos Vicens mantém "os pés no chão" na Liga Europa, depois da goleada do Sporting de Braga ao Ferencváros, por 4-0, que permitiu a reviravolta nos oitavos de final, esta quarta-feira.

Em declarações à DAZN, o espanhol mostra-se "contente por poder brindar os adeptos" com a passagem aos "quartos".

Com Real Bétis ou Panathinaikos no horizonte, recusa imaginar já uma presença na final: "Pés no chão, porque agora vou ter de recuperar estes rapazes, que acabaram com três ou quatro câimbras, para domingo. Temos um jogo que vai ser também muito exigente do ponto de vista físico."

Vicens falava da receção ao FC Porto, para o campeonato. Por agora, os jogadores do Braga podem festejar a presença no top-8 da Liga Europa.

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Vitória: "O treinador tenta sempre transmitir o que pensa que vai ajudar a equipa a ganhar. Às vezes sai melhor, outras pior. Temos de ter em conta que há um adversário do outro lado. É essa a beleza do desporto, que os dois competidores tentam impor-se para ganhar. Hoje tocou-nos a nós. Estamos muito contentes. E com apoio do público: a uma hora também difícil, porque as pessoas trabalham, e poder juntar aqui hoje 15 mil pessoas também se sente. Contentes também por poder brindar os adeptos com essa vitória."

Quatro golos: "O acerto na finalização é muito importante no futebol. Não nos esqueçamos que ao minuto 5, na primeira mão, tivemos uma oportunidade que, se tivéssemos aproveitado, teríamos ficado na frente e, aí, tudo teria sido diferente. Falámos com a equipa e revi muitas vezes o jogo. Ajudou não ter um jogo no fim de semana, pude focar-me durante seis dias na segunda mão. E há coisas de que te acabas por dar conta que precisam de ser ajustadas. Falámos de segundas bolas, de agressividade, de duelos, e hoje creio que se notou que a menagem para os jogadores tinha ido nessa direção. Sabemos que nenhum dos golos que sofremos na primeira mão foi de bola parada, mas a energia da partida ia caindo para o lado do Ferencváros mais vezes, porque não éramos capazes de nos impor nisso. Disse aos jogadores: nós somos uma equipa que, muitas vezes, tenta jogar, mas muitas vezes vive da sua pressão. Nós vivemos muito no campo rival, a partir da nossa pressão, e isso faz-nos mais fortes. Hoje creio que a equipa captou a mensagem. Ao intervalo, insisti na mensagem. Temos de ser uma equipa sem plano B; temos de manter, suster a energia, porque, sem ela, somos muito mais débeis."

Importância das desmarcações de Gabri Martínez: "A pressão alta e homem a homem do Ferencváros deixava-nos duas coisas muito claras. Uma, que tínhamos de ser capazes de ficar com a bola, para ter um pouco de processo. Não podíamos apenas jogar direto. Mas, segunda coisa, se não tínhamos uma ameaça como a de Gabri Martínez nas costas dos centrais, ia ser muito difícil impormo-nos somente através do jogo. Porque nesse tipo de pressão, o único que está livre é o Lukás [Hornícek, o guarda-redes]. E não podemos só viver de que o Lukás tenha a bola e inicie sempre situações de dois contra um, há que ter algo mais. E esse algo mais, por momentos, foi-nos dado pelo Gabri. Também não podíamos só depender do Gabri, que assim sendo, com mais três ou quatro corridas, ficaria exausta. Então, os jogadores da segunda linha, que entram e saem, também tinham de nos dar alguma situação de profundidade."

Pau Víctor: "Para nós, é mais um médio-ofensivo. Um jogador mais de entrelinhas. Tem essa virtude de poder ajudar e receber bem de costas e de frente para o jogo, dar continuidade ao jogo. É um jogador muito útil para nós, Ele também sabe que não pode deixar de atender às coisas que dizem respeito a um ponta de lança. Por vezes, a equipa precisa que ele apareça na segunda linha ou dê profundidade e ele também precisa de entender os momentos em que a equipa precisa dele nessa função. Ele também pode aproveitar o movimento para receber e voltar a gerar outro movimento diferente, rumo à baliza. Hoje precisávamos de um extra."

Braga pode chegar à final? "Pés no chão, porque agora vou ter de recuperar estes rapazes, que acabaram com três ou quatro câimbras, para domingo. Temos um jogo que vai ser também muito exigente do ponto de vista físico."

Receção ao FC Porto para o campeonato: "Estas equipas planeiam jogos em que te olham nos olhos. E quando assim é, a equipa é capaz de gerar dinâmicas com que conseguimos ferir o rival. Quando enfrentas adversários que esperam mais, os jogos são mais lentos, têm menos processo, e eles vivem dos teus erros. O Porto não vem aqui esperar para viver só dos nossos erros. O Porto vai entrar para ganhar, porque precisa. É mais olhos nos olhos, tem mais ritmo. Mas claro, depois do esforço de hoje, temos de recuperar bem os jogadores, para podermos dar uma boa resposta no domingo."

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