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Vitória de Guimarães

Luís Cirilo considera demissão de Cardoso "natural" e teme passivo "assustador"

15 abr, 2026 - 13:00 • Inês Braga Sampaio

Candidato derrotado nas eleições de 2025 do Vitória salienta que saída de cena do agora ex-presidente era "questão de tempo", visto que o quinto lugar era uma miragem, mas também a associa à atual situação financeira do clube.

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Luís Cirilo, candidato derrotado nas eleições de 2025 do Vitória de Guimarães, não estranha a demissão de António Miguel Cardoso e sugere que a decisão pode ter a ver com a atual situação financeira do clube.

Em declarações a Bola Branca, Cirilo recorda a promessa feita por Cardoso em agosto de 2025, de que se demitiria caso o Vitória não terminasse o campeonato em quinto lugar. Por isso, "se não fosse esta semana, seria para a semana ou para a outra a seguir", dado que, a cinco jornadas do fim, a equipa de Gil Lameiras é nona classificada, a 11 pontos do top-5.

"Noutro âmbito, ouvimos dizer que palavra dada, palavra honrada, portanto era uma questão de tempo. Achei perfeitamente natural, face àquilo que foi o compromisso que ele [António Miguel Cardoso], por sua livre e espontânea vontade, assumiu em agosto do ano passado", diz.

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Cirilo duvida, contudo, que as razões para a demissão de António Miguel Cardoso se resumam à prestação desportiva da equipa masculina.

O antigo candidato estranha que o agora ex-presidente não tenha mencionado o passivo global do universo Vitória Sport Clube no comunicado, nem na conferência de imprensa de despedida. E esse, diz, é "o foco principal" da preocupação dos adeptos, nesta altura.

"Sem se saber rigorosamente esses números [do passivo], que eu receio que sejam perfeitamente assustadores, é impossível fazer um balanço. Agora, este ano o Vitória ganhou a Taça da Liga, é um troféu, é importante, sem dúvida nenhuma. Pese embora esta época desportiva ser muitíssimo aquém daquilo que é tradicional no Vitória. Algo que também terá influenciado esta decisão terá sido reconhecerem que provavelmente já não teriam soluções para este problema financeiro", assinala.

Candidatura? "Nem pensar"

António Miguel Cardoso já garantiu que não se recandidata. Luís Cirilo também é taxativo, quando questionado pela Renascença sobre a possibilidade de voltar a concorrer a eleições: "Nem pensar."

"Quando fui candidato, disse durante a campanha, várias vezes, que, se vencesse, seria presidente do Vitória com muito orgulho e muita honra. Mas também disse que se a vontade dos vitorianos fosse outra, como foi, não voltaria a ser candidato. Perdoem-me a expressão, era quase pegar ou largar. Os sócios do Vitória preferiram largar, preferiram apostar na gestão que vinha sendo praticada no clube, e eu aceitei essa opinião", frisa.

A demissão de António Miguel Cardoso, que em março de 2025 fora reeleito com quase 90% dos votos, significa que o Vitória terá eleições antecipadas, que ficam marcadas para o dia 13 de junho de 2026.

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