Benfica
“Marco Silva foi o melhor treinador da minha carreira”: Carlitos, o Benfica e aqueles tempos no Estoril
03 jun, 2026 - 16:50 • João Filipe Cruz
O antigo jogador dos canarinhos Carlitos foi treinado por Marco Silva na Amoreira e garante que seria "um orgulho" ver Marco Silva na Luz.
À partida, o Benfica já definiu o treinador para suceder a José Mourinho, a caminho do Real Madrid, e a escolha recaiu em Marco Silva.
Para perceber aquilo que os jogadores das águias podem contar, Bola Branca esteve à conversa com Carlitos, antigo extremo que atuou no Estoril Praia precisamente sob o comando do técnico português. Depois de duas temporadas na Amoreira entre 2002 e 2004, Carlitos regressou ao Estoril em 2012/13, quando o clube de Cascais garantiu a Liga Europa, depois de um quinto lugar, logo um ano depois da promoção à I Divisão (no ano seguinte, Marco Silva e Carlitos garantiram o 4º lugar e nova presença na Europa).
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“Acho que o Benfica fazia uma ótima contratação e era um orgulho imenso para mim ver o Benfica contratar Marco Silva”, confessa o antigo jogador.
Apesar de descrever o técnico como alguém mais reservado no dia a dia, Carlitos destaca a enorme capacidade humana que o caracteriza. “É uma pessoa reservada, mas quando está com os amigos e com os jogadores solta-se mais”, explica.
E acrescenta: “Ele consegue puxar os jogadores para ao pé dele. Não é à toa que eu digo a toda a gente que foi o melhor que passou na minha carreira, pela pessoa que é, nos treinos e jogos”.
A mudança para a Luz do agora ex-treinador do Fulham é vista pelo antigo jogador do Estoril como o culminar natural de um percurso de sucesso.
“Desde que eu saí do Estoril... acho que o Marco Silva ambicionava treinar um grande”, revela Carlitos. “Treinar o Benfica é o auge da carreira de qualquer treinador português e acho que não é um passo atrás porque o Benfica é grande e para um português ainda maior é”, desabafa convictamente.
Carlitos tem dupla nacionalidade portuguesa e cabo-verdiana, por isso, após a qualificação para o primeiro Mundial da história daquele país africano, o ex-futebolista admite que sente orgulho ao ver a subida de rendimento da seleção de Cabo Verde.
“É um orgulho ter Cabo Verde no Mundial pela primeira vez, Cabo Verde evoluiu muito”, enaltece enquanto recorda os tempos de jogador.
“Quando eu jogava, chamaram-me sempre, mas não tinham aquelas condições que têm hoje em dia. Estou muito orgulhoso de Cabo Verde conseguir atingir a grandeza de estar no Mundial”, afirma com alegria a Renascença.
*texto editado por Hugo Tavares da Silva
- Bola Branca 12h44
- 11 jun, 2026








