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Marc Madiot

"Não queremos Jorge Mendes no ciclismo"

11 jan, 2021 - 09:43 • Redação

Marc Madiot, diretor da equipa Groupama-FDJ, não quer ver o "sistema do futebol" implementado no ciclismo. Garante que jamais contratará um corredor representado pelo agente português.

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Marc Madiot, diretor da Groupama-FDJ, uma das equipas do WorldTour, veio a público dizer que o ciclismo não precisa e não quer Jorge Mendes a trabalhar na modalidade.

O agente português passou a representar João Almeida e Rúben Guerreiro, que estiveram em destaque no Giro, através de uma parceria da sua empresa, Polaris Sport, com a Corso Sports.

A entrada do "super agente" no ciclismo não agrada a Madiot, que diz, em entrevista à rádio francesa RMC, que seria "catastrófico" para a modalidade ter um sistema de transferências idêntico ao futebol.

"O sistema dos agentes de futebol é ter um portefólio de jogadores e fazer com que eles estejam sempre a trocar de clube para poderem estar com frequência ao banco. Eles jogam numa bolha financeira em expansão. E onde está o futebol com essa bolha, com tudo o que se está a passar neste momento, com a Covid-19? Está a um passo do abismo", considera.

É por este motivo que Madiot aconselha o representante de Cristiano Ronaldo "a ficar em Portugal com os seus futebolistas". "Eu não quero Mendes no ciclismo", deseja, avisando o agente que "não vai ganhar o que ganha no futebol".

"Objetivo pode passar por Mendes se querer apoderar do sistema"

O antigo ciclista admite, por outro lado, a suspeita de que o objetivo de Jorge Mendes pode ser outro, "o de se apoderar do sistema no ciclismo". "Isso seria ainda mais catastrófico", acrescenta.

No ciclismo os contratos das equipas com os corredores são, por norma, mais curtos do que no futebol com os futebolistas. Madiot explica que, apesar de haver agentes a trabalhar no ciclismo, "há um elemento extremamente importante: os contratos têm uma duração fica e essa duração é respeitada".

"Se um corredor assina comigo por dois anos, ele fica dois anos. No fim desse contrato, ele é livre e eu sou livre", exemplifica, para justificar que desta forma o mercado como que tem um autorregulamentação.

"Se tenho 10 euros, gasto 10 euros. Não aposto nos cinco euros que posso, eventualmente, ganhar numa revenda do ciclista", complementa.

Sem interesse em representados de Jorge Mendes

O diretor da Groupama-FDJ assume-se como opositor claro da entrada do agente português no ciclismo e aplica as ideias à prática, ao garantir que não contratará qualquer atleta representado por Jorge Mendes.

"Se Mendes é o agente de [João] Almeida, o Almeida nunca virá para a minha equipa", assegura, nesta entrevista à RMC.

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  • Filipe
    11 jan, 2021 évora 14:02
    Acho bem , a bem ver se parece com os chulos que ficam com uma parte do dinheiro das prostitutas . Devia ser bem investigado este tráfico humano de fazer render a carne .

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