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Entrevista Bola Branca

O futuro de Albertinho, a tristeza com Diogo Ribeiro, os sonhos e as fissuras da modalidade: Miguel Arrobas em entrevista

05 dez, 2024 - 11:50 • Carlos Calaveiras

Novo presidente da federação de natação foi nadador olímpico, chegou a abandonar a carreira ainda jovem, voltou mais tarde e espera que nenhum atleta volte a ter de decidir entre os estudos e a competição.

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Miguel Arrobas tomou posse no sábado como o novo presidente da Federação Portuguesa de Natação. Há muito para fazer no mundo da natação até porque a ideia é “pôr toda a gente a nadar”.

Uma das primeiras decisões vai ser manter ou não o brasileiro Alberto Silva como selecionador. Há um bom lote de “estrelas”, mas é preciso olhar para a formação. Vai sonhar com a medalha olímpica, um dia vai acontecer, diz, mas mais realista é tentar chegar a uma final em 2028, outra vez em Los Angeles, como Yokochi.

Polo aquático e saltos para a água precisam de ser reativados, diz Arrobas à conversa com a Renascença, que também quer ganhar a piscina olímpica do Estádio Universitário para a competição.

Tomou posse como presidente da Federação de Natação. Quais são as prioridades do seu mandato?
Primeiro conhecer os cantos à casa, ver o que temos em cima da mesa e que temos de cumprir e analisar compromissos. Depois, sim, começar a organizar com base naquilo que era o nosso programa. Queremos estar mais presentes no dia a dia da natação e das suas várias modalidades e comunicar, comunicar, comunicar para aumentar a visibilidade da modalidade.

Depois, olhar para a situação financeira da federação e garantir, o mais possível, a sua sustentabilidade. É uma federação que tem um orçamento já bastante considerável e há que garantir novas parcerias para tentar formas alternativas de financiamento.

A natação tem um calendário apertado
São muitas e muitas competições as que a federação organiza, a solo ou em parceria. Não fiz a conta, mas há mais competições de natação que dias do ano e, portanto, a ideia é garantir que a federação continua a bom ritmo para conseguir expandir a base de praticantes. As associações de classe são também muito importantes para nós, desde logo a dos treinadores, mas também a associação de árbitros.

O nosso foco é o atleta, garantir as melhores condições para o desempenho de todos os atletas, maximizando o potencial de cada um; depois do atleta, o seu treinador, que tem de ter uma voz ativa naquele que é o trabalho do dia a dia da federação, que seja envolvido e motivado para apresentar resultados, motivado para fazer crescer a base de praticantes porque a grande prioridade – em bom português – é pôr toda a gente a nadar e depois vamos por aí até conseguir uma melhor competição e um maior desempenho de todos os atletas.

Os clubes têm de ser algo olhado porque também têm de estar motivados a trabalhar com os atletas e treinadores. E, por fim, as associações territoriais.

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Uma das decisões mais mediáticas vai ser sobre a manutenção, ou não, do selecionador Alberto Silva...
Já estive reunido com o Alberto Silva. A conversa decorreu de forma normal. Vimos o que cada um quer fazer, foram postas algumas condições pelo treinador Albertinho que nós [federação] estamos agora a avaliar. Vamos ter uma última reunião para decidir. Desta vez [a reunião] foi para ouvir da parte dele o que seriam as condições para ele permanecer em Portugal.

Alberto Silva foi uma boa aposta da direção anterior, trouxe resultados, não trouxe todos os resultados que gostaríamos. É preciso fazer uma avaliação e essa avaliação também tem de ser feita com o próprio. Acho que ao Alberto Silva faltou retirar dele algumas potencialidades, nomeadamente fazer formação para os nossos treinadores. Por outro lado, creio que o investimento que é feito no Alberto Silva e na sua equipa tem de ser potenciado de outra forma no sentido de atrair uma maior equipa a treinar com o alto rendimento. Não podemos aceitar que sejam apenas dois atletas: o Diogo Ribeiro e o Miguel Nascimento. Temos de alargar esse grupo de trabalho. Se for essa, de facto, a intenção dele e de outros nadadores que queiram ir treinar para o Centro de Alto Rendimento ou outros treinadores que tenham vontade de libertar os seus nadadores para o CAR.

Gostaria também de ter uma conversa com o Diogo Ribeiro, que foi potenciado pelo Alberto Silva, para saber o que sentiu destes anos de trabalho.

O que lhe parece a ideia de manter, como se fez nos últimos anos, um grupo de atletas de elite mais junto do selecionador e da federação a treinar em permanência? Isso pode melhorar resultados ou também há clubes a trabalhar bem?
Nunca desvalorizar os clubes, mas as condições de treino não serão tão otimizadas como um treino num Centro de Alto Rendimento muito mais direcionado para alguns nadadores. Vamos ver: dois são poucos, mas também não podemos ter 25. Um treinador e uma equipa para dois atletas, até para eles próprios, não é motivador. Não gostaria de ter o Diogo Ribeiro numa preparação olímpica a treinar sozinho. Alargar esta estrutura seria fundamental.

Sempre fomos tendo bons nadadores ao longo dos anos. Alexandre Yokochi, claro, mas também Nuno Laurentino ou Alexis Santos, por exemplo. Mas agora parece que temos uma boa geração de atletas, e falo no plural.
Começa a haver, de facto, uma boa geração. A minha preocupação é que sinto que há uma diferenciação entre as nossas estrelas – digamos assim – da atualidade e aqueles que virão nos próximos anos. Acho que há um gap que é preciso colmatar. No mundo da natação, se perguntar quem são os grandes nadadores, todos dirão o Diogo Ribeiro, a Camila Rebelo, o Miguel Nascimento, o Gabriel Lopes, a Ana Pinho Rodrigues, a Kika Martins, esquecendo eu provavelmente agora alguns, mas temos, de facto, alguns atletas com muito potencial. Mas aquilo que me preocupa são aqueles que vão aparecer nos próximos dois, três, quatro anos e que possam vir a chegar a uns Jogos Olímpicos de Los Angeles ou a outras grandes competições.

Houve um grande foco naquilo que são as estrelas, mas perdeu-se muito o foco naquilo que são as novas esperanças, os talentos que aí virão. Não há experiência internacional da maior parte destes atletas. Quando chegam a juvenis, juniores, a primeira experiência internacional pode ser logo uns Campeonatos da Europa, não passam por aquilo que nós passávamos que eram os meetings multi-nations que dão uma experiência internacional muito importante.

É preciso garantir que voltam a participar neste tipo de provas de forma a garantir experiência e que não digamos ‘falharam nuns Campeonatos do Mundo ou nuns Jogos Olímpicos por falta de experiência’. Temos de fugir desse argumento e garantir a maior experiência possível. Nas águas abertas, por exemplo - onde há um circuito mundial, taças do mundo - temos conseguido levar um conjunto de atletas que podem ser potenciados para melhores resultados, mas na natação pura perdeu-se um pouco essa vertente.

Diga-me se estou errado: o título mundial do Diogo Ribeiro ou o título europeu da Camila Rebelo prejudicaram a perceção da maioria dos portugueses menos ligados à natação e aumentaram a pressão por resultados, nomeadamente nos Jogos Olímpicos. O que lhe parece?
Creio que não está errado. Vamos lá ver: daqui a 100 anos, quem for ver as tabelas de campeões do mundo ou campeões da Europa vão estar lá a Camila Rebelo e o Diogo Ribeiro, nunca mais ninguém lhes tirará esse título, títulos que voltaram a pôr a natação nos ouvidos e nas conversas dos portugueses. Isso foi bom para a natação. Mas foram [campeões] em circunstâncias especiais. Creio que se aproveitou um momento, mas depois os Jogos Olímpicos não correram bem. É preciso saber o que falhou em termos de preparação, treino, o que for, mas tenho a consciência que isso [os títulos] aumentou e muito a pressão sobre os atletas - uma campeã da Europa e um campeão do mundo - que nos Jogos Olímpicos ‘tinham de’, basicamente, ganhar medalha e ficou-se longe disso.

A generalidade da população não percebeu que uns Jogos Olímpicos são uma prova diferente onde estão muitos atletas que não estiveram nesses Europeus e Mundiais…
A comunicação da federação tem de proteger os atletas. Não deixam de ter conseguido um feito histórico, extraordinário, em que todos ganhámos: ganharam os atletas, os seus treinadores, os clubes, visibilidade, mas também ganhou-se um outro tipo de pressão com que os portugueses, os clubes e os nadadores ainda não sabem lidar, a pressão mediática. Temos de retirar este peso aos atletas, como eles olham para eles próprios e acreditarem que estão a fazer o melhor e que são capazes de coisas boas, mas sem levarem com todo o peso em cima que vai pesar no momento da prova, que é decidida aos centésimos e aos milésimos de segundo.

São extraordinários nadadores, são, que podem ser melhores, podem, que foram aproveitadas condições extraordinárias, foram, mas eu não critico se foi essa a decisão da federação e dos seus treinadores dizer ‘podemos aproveitar um momento, vamos a isso’ porque a natação ganhou com isso. Agora, Jogos Olímpicos. Temos de não voltar a falhar em 2028. Não digo uma medalha, mas recordo Alexandre Yokochi, que foi o melhor nadador português em Jogos Olímpicos de sempre, sétimo lugar nos 200m bruços em Los Angeles 84 e em 2028 também temos Los Angeles. Quem sabe se essa cidade não pode ser um talismã para a natação portuguesa, esperemos que sim.

Mas uma medalha olímpica é ainda uma utopia a curto prazo ou, como diria José Torres no futebol, “deixem-nos sonhar”?
Posso pegar por aí ‘deixem-nos sonhar’, claro que sim. Algum dia tem de acontecer. Dou sempre um exemplo de um nadador do Suriname, Anthony Nesty, um país sem qualquer tradição, e que em 1988, em Seul, vence uma medalha de ouro nos 100 mariposa.

Portanto, nós também podemos sonhar que um dia chegaremos lá. Creio que podemos sonhar, eu queria sonhar, pelo menos, com uma final olímpica e voltar a repetir o feito de 1984 do Alexandre Yokochi. Uma medalha é um sonho que todos nós – comunidade da natação – temos, seja o Diogo Ribeiro, seja a Camila Rebelo, seja qualquer outro que, para já, possa não estar nos nossos horizontes, mas que possa aparecer e dar cartas.

Mas como estamos de apoios?
Não vale a pena exigir medalhas quando depois, no ano todo, não temos condições a nível governamental para praticar e treinar o melhor possível. Temos apenas duas piscinas olímpicas em Lisboa, mas só é utilizada a piscina do Estádio Nacional. Temos uma piscina com condições extraordinárias, ao lado de universidades, que é a piscina do Estádio Universitário, uma belíssima piscina que não dá apoio ao alto rendimento ou a clubes mais pequenos.

E não dá porquê?
Não está enquadrada para treino de competição. Gostaríamos de olhar para isto e tentar inverter a situação. Se temos duas piscinas porque é que há uma que não é utilizada para esses fins? As pessoas com quem eu falo dizem-me que é uma luta perdida, mas, como ex-atleta, acredito sempre que posso lá chegar e vamos, em colaboração e unidos, tentar alguma coisa.

Como estamos ao nível de infraestruturas a nível nacional?
Temos duas piscinas olímpicas em Lisboa, temos uma no Porto. Coimbra e Funchal talvez sejam as nossas duas melhores piscinas para grandes eventos, mas faltam ainda infraestruturas. É algo que vamos querer potenciar e queremos com Câmaras, a nível governamental, tentar que se volte a apostar noutras condições. Há também muitas municipais de 25 metros, mas temos de garantir que isso continua.

Outras apostas?
Queremos potenciar e levar o polo aquático a um outro nível que foi esquecido nos últimos anos, queremos continuar a olhar para a natação artística e para belos exemplos, por exemplo, com a Sheila e com a Beatriz, que foi uma dupla que encarnou o espírito do alto rendimento e apostou, mas foi muito injusto, por uma unha negra, não terem conseguido o apuramento olímpico.

Gostaríamos de apostar nos saltos para a água, algo que está praticamente morto em Portugal. Há agora uma saltadora portuguesa, que vive no Canadá, a participar no Campeonato do Mundo de juniores no Rio de Janeiro e teve um 13.º lugar em 41 participantes. Foi bom, mas podemos fazer mais aqui em Portugal? Eventualmente podemos. E há condições? Por acaso, não há, porque nenhuma das plataformas de saltos estão homologadas, pode-se treinar, não se pode competir.

Melhorar as condições no polo aquático, de piscinas com capacidade de receber provas de polo aquático e para treinos. O polo aquático feminino, por exemplo, está a desaparecer, a base de atletas é muito curta, mas não há bases de treino, torna-se difícil. Queremos atletas felizes com o que fazem, motivados, empenhados e com os olhos postos no horizonte maior mais ou menos longínquo onde querem chegar.

A esmagadora maioria dos portugueses liga ao seu clube de futebol e pouco mais e só se lembram das modalidades a uma semana dos Jogos Olímpicos.
Nós temos resultados olímpicos, temos medalhados olímpicos noutras modalidades. No futebol, o grande resultado que teve foi um Campeonato da Europa e, se olharmos para todas as outras modalidades e virmos quantos campeões da Europa, quantos campeões do Mundo temos, de facto devemos pensar que o desporto português merece mais para além do futebol.

Durante anos, ciclicamente ouviu-se: nadador x ou y vai para os Estados Unidos. Essas “exportações” foram positivas para os próprios atletas e/ou para a natação nacional?
Já houve situações que foram bem-sucedidas, outras de todo, mas a possibilidade de se treinar com uma equipa maior, de campeões, focada nos objetivos, pode ser importante, seja nos Estados Unidos ou noutro lado qualquer. É sempre uma hipótese que nós consideramos, mas acredito que nós, com os treinadores e os clubes, podemos dizer que Portugal também tem condições a todos os níveis para potenciar campeões.

E como está Diogo Ribeiro, o nosso campeão do mundo?
Já falei com o Diogo Ribeiro, perguntei-lhe se ia estudar e ele diz que não, que o foco têm de ser os próximos quatro anos e que não pensa, para já, voltar aos estudos. É algo que a mim me entristece. Não conseguimos conciliar estudos e competição ao mais alto nível em Portugal? Porque é que não temos essas vantagens?

É precisamente essa a próxima pergunta. Uma das dificuldades dos nadadores é, precisamente, conciliar com a escola. O que se pode fazer para melhorar esta ligação, sem prejudicar um lado ou outro?
Já tem havido um excelente exemplo com as Unidades de Apoio ao Alto Rendimento nas escolas. As UAARes foram uma ‘carolice’ do professor Vítor Pardal que, conjuntamente com o Ministério da Educação e a secretaria de Estado do Desporto conseguiu potenciar que atletas com bom nível pudessem ter condições para conciliar estudos e treino, isto ao nível do Secundário. Ao nível das universidades começa também a haver algum movimento nesse sentido e temos de caminhar por aí.

O atleta tem de ter condições para estudar e treinar sem que tenha de abandonar ou um ou outro. Temos ainda, infelizmente, uma taxa de abandono precoce da prática desportiva e da prática desportiva no alto rendimento. Lá fora há universidades que têm condições fantásticas para ter, ao lado das suas infraestruturas, as melhores condições de treino para todos os desportos. Nós isso não temos e daí o potencial enorme que uma piscina do Estádio Universitário de Lisboa tem porque ao lado tem não sei quantas universidades e poderia ser uma forma de garantir que um atleta está a estudar e 15 minutos depois pode estar a começar o seu treino.

É isso que nos preocupa, perceber como podemos conciliar essas duas vertentes. E é importantíssimo para impedir este abandono precoce e potenciar que os atletas não tenham de ser só atletas ou só estudantes a pensar numa carreira profissional futura. Porque não garantir as duas vertentes?

Ser nadador de nível seleção é duro. Treina-se muitas horas. Esta entrega não é para todos…
É exatamente isso. Sendo uma modalidade muito exigente, que nos exige mentalmente muito, também é algo – tenho a certeza – que nos prepara mentalmente para a vida futura muito bem.

O Miguel Arrobas foi nadador, chegou a Jogos Olímpicos, fez piscina e águas abertas. Tem saudades dessa pressão da competição?
Muitas saudades, mas o tempo não volta para trás. Tenho saudades daquilo que fui, daquilo que foram as competições, mas continuo a viver as águas abertas e as maratonas aquáticas muito ativamente e as provas de masters. Continuo ativo, quero ser o primeiro presidente da federação portuguesa de natação que continua a competir, agora já numa idade diferente. Mas, acima de tudo, não quero que aconteça o que aconteceu comigo: aos 19 anos, depois de ser olímpico, recordista nacional, campeão nacional, deixei a natação, fui uma das vítimas do tal abandono precoce e eu não quero que aconteça a mais ninguém.

Este vai ser o primeiro mandato de três?
Espero que sim, espero que no fim de cada mandato a avaliação de toda a comunidade aquática portuguesa seja positiva e, portanto, estarei cá para aquilo que for preciso. Eu adoro natação, joguei polo aquático, nadei, faço Masters, águas abertas, ou seja, só não dei saltos e não fiz natação artística, mas quero continuar a dar mais à natação. Vamos enfrentar o primeiro mandato, os primeiros quatro anos, e vamos ver.

Recentemente, três antigos atletas olímpicos chegaram a presidentes das respetivas federações (o Miguel na natação, o Domingos Castro no atletismo e o Cândido Barbosa no ciclismo).
Acho que pode potenciar as respetivas modalidades e vejo como positivo que os atletas se mobilizem, sintam esse chamamento e se sintam motivados para dar de si um conhecimento que outros dirigentes não têm. Mas eu creio que não é qualquer atleta olímpico, tem de ter alguma visão, com estratégia e com capacidade de gestão, que é muito necessária nas federações. Mas vejo com muitos bons olhos eu, o Cândido e o Domingos. Não somos os primeiros. Paulo Frischknecht foi o primeiro atleta olímpico presidente de uma federação [de natação], depois o Manuel Barroso, no pentatlo, e agora nós somos a segunda leva. Espero que produza frutos no futuro.

Estamos em período pré-eleitoral no Comité Olímpico Português. É mais um dossier para decidir nos próximos meses…
É mais um dossier que terei de apreciar. Eu e os presidentes das outras 32 federações olímpicas e mais outras tantas não olímpicas que terão de votar em março. Quero ouvir dos candidatos os programas, as equipas e depois, em sede própria, decidiremos para onde irá o nosso voto.

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  • Fernando Moreira
    06 dez, 2024 S. João da Madeira 00:14
    Miguel Arrobas representa (sem grandes dúvidas) ou, trás com a sua eleição a esperança de expectativas boas para a Natação Nacional. Mais ainda, estarei certo, o renovar de ideias é projectos. Poderá acho... significar ainda o salto de que a Modalidade necessita em termos de projecção mediática. Teremos de acreditar no projecto

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