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​Centenas de atletas olímpicos pedem prioridade para o clima nas eleições do COI

14 mar, 2025 - 05:14 • Lusa

As portuguesas Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins estão entre os signatários.

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Mais de quatro centenas de atletas olímpicos de 89 países, entre eles 65 campeões e as portuguesas Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins, pediram hoje em carta aberta que o clima seja prioridade nas eleições do Comité Olímpico Internacional (COI).

A carta divulgada esta sexta-feira conta com assinaturas de mais de 400 atletas, entre eles 65 campeões olímpicos, mais de 125 porta-estandartes em cerimónias de Jogos Olímpicos e duas portuguesas na lista, as duas surfistas que representaram Portugal em Tóquio2020 e Paris2024.

A olhar para as eleições do COI, com sete candidatos a disputarem a sucessão de Thomas Bach, decidida numa sessão marcada para de 18 a 21 de março na Grécia, a carta nota que as alterações climáticas "não são uma ameaça distante, mas um mal atual e crescente para o desporto".

"Ao novo presidente, pedimos que nos próximos anos, e durante a sua presidência, tenha um assunto acima de todos os outros -- cuidar do nosso planeta. As temperaturas sobem e eventos climáticos extremos já estão a criar disrupção em calendários, colocam recintos desportivos icónicos em risco e afetam a saúde de atletas e adeptos", pode ler-se na missiva.

Segundo o documento, "o calor extremo" já começa a "levantar preocupações séries quanto à exequibilidade de Jogos Olímpicos de verão, em segurança, nos anos vindouros", além das dificuldades crescentes para o evento de inverno, "com condições de neve e gelo a diminuírem anualmente".

Entre as medidas pedidas estão o reforço do compromisso com cortes nas emissões de CO2, criação de padrões quanto a patrocinadores fortemente poluentes, a definição de práticas sustentáveis para cidades anfitriãs e o uso da plataforma para "advogar mais ação em prol do clima", na sociedade em geral.

A lista é encabeçada por Hannah Mills, bicampeã olímpica na vela e atualmente embaixadora para a sustentabilidade no COI, que em Paris2024 conseguiu diminuir para metade a pegada de carbono em relação a Jogos anteriores, gerando-se dúvidas sobre os seguintes, Los Angeles2028.

"Não me recordo de ver tantos atletas de todo o mundo falar a uma só voz. Os incêndios terríveis em Los Angeles não podiam ter sido mais claros: o tempo é agora para criar caminho para um futuro seguro e brilhante", lembra a velejadora.

Ao todo, a lista inclui 90 medalhas de ouro e 245 pódios em Jogos Olímpicos, de verão e de inverno, com nomes que incluem o tetracampeão olímpico do bobsleigh Thorsten Margis, a australiana Emma McKeon, com 14 medalhas olímpicas conquistadas, a surfista norte-americana Carissa Moore ou Cindi Ngamba, primeira a conquistar uma medalha para a equipa de refugiados, no boxe em Paris2024.

As eleições para a liderança do comité olímpico serão disputadas por sete candidatos, o francês David Lappartient, o britânico Sebastian Coe, o espanhol Juan Antonio Samaranch Junior, Faisal bin Hussein (Jordânia), Kirsty Coventry (Zimbabué), o sueco Johan Eliasch e o japonês Morinari Watanabe, durante a 144.ª Sessão do COI.

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