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Ténis

Há uma nova rainha da terra batida. Gauff derrota Sabalenka e conquista Roland Garros

07 jun, 2025 - 17:06 • Inês Braga Sampaio

Dez anos depois da última vitória de Serena Williams, em 2015, Roland Garros volta a coroar uma tenista norte-americana. Apesar da vitória, Coco não tira o número 1 a Aryna.

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A terra batida de Paris volta a ter uma rainha norte-americana, dez anos depois. Coco Gauff derrotou Aryna Sabalenka na final de Roland Garros, este sábado, e conquistou o segundo título do Grand Slam da carreira.

Desde a última vitória, de três, de Serena Williams, em 2015, que o hino dos Estados Unidos não tocava no court Philippe-Chatrier. É preciso recuar mais dois anos, ainda, para ver na final um duelo entre as duas primeiras classificadas do "ranking" WTA, quando Williams, então líder, superou a russa Maria Sharapova, vice. Desfecho inverso ao desta tarde: Gauff, número 2 do ténis mundial, derrubou Sabalenka, número 1.

Uma hierarquia que não se altera com este resultado.

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Esta final até começou de forma favorável para a bielorrussa, com dupla quebra de serviço. No entanto, Gauff conseguiu recuperar de dois "breaks" abaixo para empatar a 4-4. A partir daí, as duas quebraram o serviço uma da outra consecutivamente, até chegar ao "tie break". Aí, ao cabo de 77 minutos, Sabalenka arrecadou o primeiro set.

Contudo, Gauff entrou a todo o gás no segundo parcial e Sabalenka desabou. Dezanove erros não forçados e apenas 25% de pontos ganhos no primeiro serviço, de parte de uma tenista que é considerada uma das melhores servidoras do circuito. Por seu lado, Gauff ganhou o parcial, por 6-2, em apenas 35 minutos (menos de metade da duração do primeiro) na estabilidade emocional e nas respostas ao serviço de Sabalenka.

No terceiro set, Sabalenka ganhou logo a primeira partida e parecia recuperada, no entanto, perante novo ascendente de Gauff, voltou a irritar-se com a irregularidade do terreno — o vento desestabilizava a terra batida e afetava a velocidade da bola consoante o lado — e com a sua própria prestação. A norte-americana rapidamente somou quebras de serviço e chegou aos 5-3, mas a bielorrussa ainda tinha mais luta para dar e, com novo ímpeto, recuperou o serviço para fazer o 5-4.

Porém, o próximo serviço, que podia fechar o encontro e o campeonato, era para Gauff, que depois de algumas "long runs" chegou aos 40-30. "Championship point", Sabalenka salvou e, depois de um serviço falhado da adversária, ganhou a vantagem e tinha na mão o "break point" para relançar a final. E falhou. E depois cedeu mais um ponto, oferecendo novamente a Coco a oportunidade de conquistar a taça. No entanto, a número 2 do mundo embrulhou-se toda e, quando parecia que o ponto estava perdido e íamos outra vez para as vantagens, Aryna cometeu o 70.º erro não forçado do encontro e "ofereceu" o troféu a Coco Gauff.

É a primeira vez desde 2021 que há uma campeã estreante em Roland Garros. Três anos depois de ter perdido a sua primeira final, em 2022, Coco Gauff redime-se e, com apenas 21 anos, conquista o seu segundo Major. Começa a ser o "carrasco" particular de Sabalenka: o seu primeiro título do Grand Slam, no US Open de 2023, também foi diante da bielorrussa, que volta a perder uma final como número 1 do mundo.

Depois do piso rápido de Fleashing Meadows e da terra batida de Roland Garros, Coco Gauff pode apontar, agora, a um terceiro Major num terceiro piso: Wimbledon, o único torneio do Grand Slam disputado em relva, está mesmo aí à porta, com arranque marcado para o dia 30 de junho.

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