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Ciclismo

Arensman estreia-se a vencer no Tour. Vingegaard ataca, mas não consegue ganhar tempo a Pogacar

19 jul, 2025 - 16:15 • Eduardo Soares da Silva

O Tourmalet foi demasiado duro para Remco Evenepoel, que abandonou a Volta a França. Jonas Vingegaard tentou surpreender, mas não conseguiu deixar o camisola amarela para trás.

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Thymen Arensman, da INEOS Grenadiers, venceu a 14.ª etapa da Volta a França, num dia em que Remco Evenepoel abandonou e Tadej Pogacar ganhou escassos segundos a Jonas Vingegaard.

Como esperado em mais um dia de alta montanha, a luta para entrar na fuga marcou os quilómetros iniciais da etapa, antes da primeira grande subida do dia, no icónico Tourmalet.

A fuga acabou por ficar composta por fortes trepadores, como Arensman, Carlos Rodríguez (ambos da INEOS), Paret-Peintre (Soudal Quick-Step), Einer Rubio (Movistar), Sepp Kuss, Simon Yates (Visma-Lease a Bike), Lenny Martínez (Bahrain Victorious) e Ben O'Connor (Jayco-AlUla).

Num dia duríssimo, o Tourmalet fez a primeira vítima com o abandono de Remco Evenepoel, que vinha em quebra física nos últimos dias e desistiu após ficar para trás. Estava no terceiro lugar. Antes, Skjelmose da Lidl-Trek já tinha desistido devido a queda.

O pelotão com os favoritos seguiu junto, sem ataques, e sempre a mais de dois minutos da frente da corrida (primeiro em grupo, depois apenas com Arensman) nas duas montanhas que se seguiram no Col d'Aspin e no Col de Peyresourde.

As decisões ficaram reservadas para a última subida, no Luchon-Superbagnères, uma subida de 12,6 quilómetros a 7,5% de pendente média.

O duelo como ele foi antecipado

À entrada para este Tour, esperava-se uma luta bastante renhida entre Pogacar e Vingegaard, embora a realidade não tenha correspondido à expectativa e o esloveno conseguiu cavar um fosso de mais de quatro minutos em 13 etapas.

Felix Gall, da Decathlon-AG2R, foi o primeiro a tentar atacar o pelotão e atacou a sete quilómetros do final, o que não mereceu resposta da UAE, uma vez que o austríaco estava a mais de 10 minutos de distância do camisola amarela.

Pogacar foi mais cauteloso este sábado do que no Hautacam, na quinta-feira, e quem atacou primeiro foi Jonas Vingegaard, que tentou surpreender o esloveno.

O dinamarquês arrancou e deixou quase todos para trás, exceto Pogacar e Florian Lipowitz (Red Bull-BORA-hansgrohe), que se afirma como o principal candidato ao pódio. Gall acabaria por ser absorvido neste ataque.

Pogacar respondeu a 2,5 quilómetros do fim, atacou e já só Vingegaard permaneceu na roda. Seguiu-se novo contra-ataque do ciclista da Visma, mas sem sucesso. Seguiram juntos até perto da meta.

No "sprint" final, Pogacar atacou, é mais explosivo do que Vingegaard, e ficou no segundo lugar, com Vingegaard a fechar a etapa no terceiro posto.

O fosso que Arensman cavou foi demasiado grande e levou a fuga até à vitória final. O neerlandês de 25 anos já esteve no Giro d'Itália esta época e era um dos líderes da equipa, mas acabaria por não conseguir lutar pela geral e terminou no 29.º posto. Vive o momento mais alto da carreira ao vencer no Tour.

As contas do dia

Contas feitas, Pogacar ganha seis segundos a Vingegaard, quatro deles na estrada mais dois nas bonificações. Lidera agora com 4m13s de vantagem para o dinamarquês.

Florian Lipowitz perde tempo para os da frente, mas acaba por ser um dia de afirmação para o alemão. Sobe ao pódio e à camisola branca e está a 7m53s do líder. Consegue também abrir distâncias para os restantes porque em 4.º está o britânico Oscar Onley a 9m18s.

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