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Ciclismo

A Volta a Portugal passa à minha porta? Conheça o percurso completo

04 ago, 2025 - 09:50 • Inês Braga Sampaio

Há uma estreia no percurso de 1.581 quilómetros, que inverte a ordem das duas mais icónicas subidas e passa por vários locais de Portugal. Verifique se poderá ver o pelotão pela janela.

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A 86.ª edição da Volta a Portugal arranca na quarta-feira, na Maia, num percurso de um total de 1581 quilómetros, com 27 metas volantes e 28 contagens de prémio da montanha, ao longo de dez dias.

Ao contrário do histórico recente, a subida à Senhora da Graça acontece na primeira semana e a escalada à Torre na segunda. Há uma estreia no trajeto, que é pouco favorável aos "sprinters", com cinco chegadas em alto. Confira se vai poder ver os ciclistas da janela.

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Itinerário da Volta a Portugal

Prólogo: Maia-Maia - 3,4km

6 de agosto, quarta-feira - A Volta arranca com um prólogo de 3,4 quilómetros na Maia, a partir das 14h30. Começa na Avenida de Altino Coelho, junto à Cidade Desportiva da Maia, e dá à volta, passando pelo Maia Jardim antes de voltar, até à Avenida Luís de Camões.

Etapa 1: Viana do Castelo-Braga (Sameiro) - 162,3km

7 de agosto, quinta-feira - A primeira etapa propriamente dita mostra logo ao que vem a Grandíssima de 2025, com um final em alto, no Santuário do Sameiro, em Braga. Os primeiros 70 quilómetros, com passagem por Valença, são planos, mas seguem-se depois duas subidas de terceira categoria, em Extremo e Portela do Vade.

O pelotão também atravessará Ponte da Barca e Vila Verde, antes de enfrentar uma contagem de montanha de segunda categoria, para uma primeira passagem na meta, e depois nova subida, de igual nível de dificuldade, até ao santuário, desta vez para o fim de uma etapa que poderá começar a separar favoritos.

Etapa 2: Felgueiras-Fafe - 167,9km

8 de agosto, sexta-feira - A segunda etapa distribui mais as subidas que a anterior. Conta com uma escalada de terceira categoria, até à Casa do Penedo, icónico troço do Rali de Portugal, e duas de quarta: a Baltar e, mesmo antes da meta, Golães. O pelo tão também passará por Marco de Canaveses, Paredes e Lousada.

Etapa 3: Boticas-Bragança - 179,8km

9 de agosto, sábado - A terceira etapa abre logo com uma subida de terceira categoria até Alturas do Barroso. Numa autêntica montanha russa, o pelotão passa depois por Chaves, antes de enfrentar mais duas escaladas: uma de segunda categoria, na Serra do Brunheiro, e outra de terceira, até Rebordelo.

Após a descida por Vinhais, e já ao 147.º quilómetro, os trepadores terão novo desafio, com a ascensão de primeira categoria na Serra da Nogueira. Bragança traz algum alívio aos ciclistas, com 15 quilómetros finais mais calmos.

Etapa 4: Bragança-Mondim de Basto (Senhora da Graça) - 182,9km

10 de agosto, domingo - A primeira semana da Volta a Portugal termina com a icónica subida à Senhora da Graça. A primeira metade da décima etapa, com uma visita a Macedo de Cavaleiros, é tranquila.

A partir dos 100, porém, o pelotão não terá descanso. São quatro subidas, ao todo, com passagens por Vila Real e Mondim de Basto pelo meio: segunda categoria ao Alto do Pópulo, terceira a Leirós, primeira na Serra do Alvão e o mítico final com uma escalada de primeira categoria até à Senhora da Graça, potencialmente influente nas contas da classificação geral individual. Chega, então, o merecido descanso.

Etapa 5: Lamego-Viseu - 155km

12 de agosto, terça-feira - O regresso após o dia de descanso dá alguma trégua ao pelotão até ao Peso da Régua. A seguir, tem uma longa subida de 30km, de segunda categoria, até Bigorne, e logo após a descida vem outra escalada de quarta categoria em Carranqueira. Depois de São Pedro do Sul, os ciclistas terão pela frente um prémio de montanha de categoria 3 e, para terminar, passam duas vezes pela meta em Viseu.

Etapa 6: Águeda-Guarda - 173,1km

13 de agosto, quarta-feira - Uma semana depois do arranque, chega mais uma das mais importantes etapas da Volta. É mais uma tirada dura. O pelotão enfrenta logo um prémio de montanha de segunda categoria nos primeiros 20 quilómetros, até Moinho do Pisco.

Passa depois por Mortágua, Oliveira do Hospital e Gouveia e, a partir dos 130 quilómetros, é "bombardeado" por escaladas: Prados, de segunda categoria, Videmonte, de terceira, e por fim duas subidas à Guarda, ambas de terceira categoria — mais um final em alto, mais um dia potencialmente decisivo para as contas finais.

Etapa 7: Sabugal-Covilhã (Torre) - 179,3km

14 de agosto, quinta-feira - É à sétima etapa que chega a mítica subida à Torre. Um dia maioritariamente calminho, com visitas a Penamacor e Belmonte, e que agita a partir do 130.º quilómetro. Primeiro, com uma subida de terceira categoria até Serzedo.

E depois da entrada na Covilhã, a mais dura escalada de toda a Volta a Portugal: a única de categoria especial, que levará o pelotão até à Torre e poderá ser a última oportunidade para um golpe de teatro, seja pelos favoritos, seja por especialistas que queiram consagrar-se na "etapa rainha".

Etapa 8: Ferreira do Zêzere-Santarém - 178,2km

15 de agosto, sexta-feira - Ferreira do Zêzere estreia-se na Volta, para a partida de uma oitava etapa maioritariamente plana. Há duas subidas de quarta categoria, uma em Abrantes e outra em Santarém, mas as passagens por Constância, Alpiarça e Cartaxo não deverão oferecer grande dificuldade aos ciclistas.

Etapa 9: Alcobaça-Montejunto (OesteCIM) - 174,4km

16 de agosto, sábado - Uma nona etapa calma, até um final dramático. As visitas a Caldas da Rainha, Torres Vedras e Bombarral pontilham cerca de 170 quilómetros planos, até aos últimos cinco, com a subida de primeira categoria até Montejunto, mais um final que pode separar favoritos.

Etapa 10 (CRI): Lisboa-Lisboa - 16,7km

17 de agosto, domingo - Como habitual, a Volta a Portugal termina com um contrarrelógio individual. O pelotão correrá contra o tempo ao longo da marginal lisboeta, numa ida e volta: começa na Praça do Império, dá a volta no Jamor e termina no ponto de partida. Será o coroar do sucessor do russo Artem Nych.

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