Futebol Internacional
Borja Iglesias e os protestos na Vuelta. "Dá-se mais importância à interrupção de um evento que a um genocídio"
12 set, 2025 - 12:25 • Inês Braga Sampaio
Manifestantes pró-Palestina têm causado vários distúrbios na Volta a Espanha. O avançado do Celta de Vigo, conhecido por apoiar publicamente várias causas sociais, considera que "qualquer ocasião é boa" para defender os direitos humanos.
O jogador do Celta de Vigo Borja Iglesias, que é conhecido por apoiar causas sociais, lamenta que se dê "mais importância" à forma como os protestos pró-Palestina têm gerado distúrbios na Volta a Espanha do que ao que classifica como o "genocídio" operado por Israel em Gaza.
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Os manifestantes, que protestam contra a participação da equipa Israel-Premier Tech na Vuelta, já provocaram quedas de ciclistas, um dos quais teve mesmo de abandonar, e obrigaram a organização da prova a encurtar três etapas, com uma delas a terminar sem vencedor. Confrontado com estes incidentes, em conferência de imprensa, na quinta-feira, Borja Iglesias defende os protestos.
"O que me surpreende é que às vezes se dá mais importância à interrupção de um evento desportivo do que a um genocídio, por exemplo. Não percebo", lamenta o jogador do Celta de Vigo.
O último relatório (atualização a 8 de setembro) da Organização das Nações Unidas sobre o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza aponta para 1.004 vítimas mortais palestinianas e 58 israelitas desde o dia 7 de outubro de 2023, data em que as hostilidades se agravaram.
Ciclismo
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No entender de Borja Iglesias, "qualquer ocasião é boa" para defender os direitos humanos: "É algo que está muito presente na vida de todos. Todos temos consciência da situação que estamos a viver. É importante. Às vezes há que parar e exigir o que considero obrigatório: os direitos humanos e o respeito, que muitas vezes não existe."
A Israel-Premier Tech é de propriedade privada, no entanto, um dos seus donos, o milionário canadiano Sylvan Adams, declara-se "um autoproclamado embaixador de Israel pelo mundo". E embora não haja ligação oficial a Israel, nem apoio do governo israelita, a IPT, como também é conhecida, recebe dinheiro da direção de turismo do país como um patrocínio de segunda linha. Na quinta-feira, a equipa anunciou que, nas próximas duas corridas, no Canadá, correrá como IPT.
Na quinta-feira, a organização da Volta a Espanha foi obrigada a encurtar o contrarrelógio individual, em Valladolid, de 27 para 12 quilómetros. O português João Almeida terminou a etapa no terceiro lugar e recuperou dez segundos ao dinamarquês Jonas Vingegaard, líder da geral.
Almeida tem mais duas oportunidades para ir atrás da camisola vermelha: a 19.ª etapa, esta sexta-feira, que liga Rueda a Guijelo num percurso geralmente plano de 161,9 quilómetros; e a 20.ª, no sábado, que começa em Robledo de Chavela e termina, ao fim de 164,8 quilómetros de alta montanha, em Puerto de Navacerrada, um resort de ski no topo da montanha Bola del Mundo, da Serra de Guadarrama.
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