Mundial de Atletismo
Agate Sousa sexta na final do salto em comprimento
14 set, 2025 - 15:42 • Lusa
Atleta lusa saltou com um problema na cervical.
A portuguesa Agate Sousa terminou no sexto lugar a final do salto em comprimento dos Campeonatos do Mundo de atletismo Tóquio'2025, com 6,67 metros.
A saltadora natural de São Tomé e Príncipe, de 25 anos, conseguiu a sua melhor marca do concurso ao terceiro salto, depois de ter arrancado a final com um nulo e com uma tentativa a 6,57 metros.
Agate Sousa, que tinha chegado à final com o terceiro salto da qualificação, a 6,81 metros, a três centímetros da sua melhor marca do ano, mas ainda distante do seu recorde pessoal (7,03), melhorou, depois, 10 centímetros, para 6,67, encerrando o concurso em declínio, com 6,63, um nulo e 5,19.
"De 0 a 20, eu dou oito a esta minha final, que eu até acho que foi boa, porque entrei a pensar que não ia conseguir saltar, sequer, por causa do imprevisto que eu tive ontem [no sábado]", começou por explicar a saltadora.
Depois da qualificação, Agate Sousa apresentou queixas na cervical - devido a um torcicolo.
"Consegui fazer os seis saltos, é por isso que é positivo. Estar entre as oito melhores do mundo, primeiro, e ser a sexta, de qualquer forma, é bom, mas eu queria e ambicionava mais", sublinhou.
"Eu estou a valer mais. Eu demorei um bocado a entrar em competição, comecei com um nulo e estava mais a tentar acertar a corrida do que a competir com as outras. Na verdade, esperava mais", rematou.
Os lamentos da atleta ficaram a dever-se aos problemas físicos - "de manhã, não conseguia mexer o pescoço" -, que, segundo a própria, tentaram ser debelados com um tratamento de três horas com o fisioterapeuta da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).
"Conforme fui saltando, fui aquecendo e esqueci-me ligeiramente da dor, por isso, os 6,67 não foram por culpa da dor, mas da minha desconfiança, a minha falta de confiança na corrida", concluiu.
A norte-americana Tara Davis-Woodhall conquistou o título mundial, com 7,13, melhorando em um centímetro a melhor marca mundial do ano, que já lhe pertencia, sucedendo à sérvia Ivana Vuleta, que se dedicou ao triplo salto.
A alemã Malaika Mihambo, vice-campeã em Paris'2024, depois do ouro olímpico em Tóquio'2020, arrebatou a medalha de prata, com 6,99, depois de ter arrebatado o título mundial em Doha'2019 e Oregon'2022.
A colombiana Natalia Linares terminou no terceiro lugar, com 6,92.
A recordista nacional Naide Gomes (7,12 desde 2008) detém os melhores resultados lusos na disciplina, com os segundos lugares em Osaka'2007 e Berlim'2009.
- Bola Branca 18h15
- 08 jun, 2026








