Ciclismo
Cândido Barbosa e as condenações na W52-FC Porto. "É um ponto final num capítulo muito negro"
12 dez, 2025 - 19:20 • André Maia
Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo agradece à justiça e diz que o caso já faz parte do passado. À Renascença deixa aviso aos ciclistas: "A justiça está atenta e que penaliza".
Quase quatro anos depois, o processo Prova Limpa conheceu hoje o acórdão que implicava 26 arguidos no caso de doping na W52-FC Porto. O Tribunal de Penafiel condenou a penas de prisão efetivas de quatro anos e nove meses Adriano Quintanilha, ex-responsável pela equipa, bem como o diretor-desportivo Nuno Ribeiro. Uma decisão que, diz à Renascença o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, é uma espécie de ponto final num caso que assombrou a modalidade.
A Bola Branca, Cândido Barbosa sublinhou a importância do momento e agradeceu à justiça. "Naturalmente que o tribunal analisou todas as peças, as provas, e se tomou esta decisão é porque tem fundamento para tal. E temos de estar, de alguma maneira, agradecidos à justiça por se fazer justiça e para que finalmente se ponha um ponto final num capítulo muito negro da nossa modalidade. Esperamos que não tenha mais repercussões daqui para a frente, isto faz parte do passado", diz o também antigo ciclista.
Cândido Barbosa admite que o caso Prova Limpa foi uma nuvem no ciclismo nos últimos anos e que trouxe danos à modalidade. O caminho para a recuperação já está a ser feito e pode ser continuado agora de forma mais livre. E para isso, explica o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo a Bola Branca, o acórdão desta sexta-feira pode deixar uma mensagem aos ciclistas do futuro.
"Está mais do que provado que a justiça está atenta e a trabalhar, a fazer o seu papel. Como tal, penso que hoje é um dia que vai marcar naturalmente: marcou um passado e marca um futuro em que alguém que pretenda utilizar qualquer método ilícito, naquilo que possa ser a utilização de produtos de dopagem, perceberá que não será o caminho", afirma Cândido Barbosa.
Adriano Quintanilha, ex-patrão da W52-FC Porto, e o ex-diretor-desportivo da equipa, Nuno Ribeiro, foram condenados a quatro anos e nove meses de pena efetiva de prisão pelo Tribunal de Penafiel, naquele que pode ser o ponto final do caso Prova Limpa. À saída do tribunal, o advogado do ex-ciclista afirmou que vai recorrer da condenação. Nenhum outro arguido foi condenado a pena de prisão efetiva.
- Bola Branca 18h15
- 08 mai, 2026








