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Jogos de Inverno. Readmitido atleta ucraniano banido por capacete que honra mortos da guerra

12 fev, 2026 - 12:44 • Inês Braga Sampaio com Lusa

Vladyslav Heraskevych recusou-se a usar um capacete mais neutral. A presidente do COI solicitou que a acreditação do atleta não fosse retirada. Ainda assim, não pode competir.

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O atleta ucraniano que tinha sido banido dos Jogos Olímpicos de Inverno por recusar deixar de usar um capacete a homenagear compatriotas desportistas mortos na guerra com a Rússia, foi readmitido, após intervenção pessoal da presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry. Porém, continua sem poder competir.

"De forma excecional, depois de uma conversa muito respeitadora com o atleta, Coventry solicitou ao presidente do Conselho de Disciplina (CD) do COI que reconsiderasse a retirada da acreditação de Vladyslav Heraskevych para os Jogos de Milão-Cortina 2026", pode ler-se em comunicado do COI, publicado no site oficial do organismo.

O presidente do CD do COI aceitou o pedido de Kirsty Coventry, "o que significa que Heraskevych pode continuar a participar nos Jogos Olímpicos de Inverno, apesar de não poder competir".

Quer isto dizer que o atleta de "skeleton", que se recusou a usar um capacete mais neutral, manterá a sua acreditação, mesmo não podendo competir, pelo que não terá de abandonar os Jogos de Inverno.

A desclassificação da competição mantém-se, já que ocorreu cerca de uma hora antes do início da prova, já no topo da pista da modalidade.

O capacete em causa tem pintadas as caras de mais de 20 atletas e treinadores ucranianos que morreram durante a invasão e ofensiva militar da Federação Russa, desde 24 de fevereiro de 2022.

O COI tinha anunciado que aquela peça de equipamento não seria permitida, justificando-o com a regra que proíbe posicionamentos ou declarações de teor político nas competições olímpicas.

Para Heraskevych, o capacete "não viola qualquer regra do COI", instituição que já tinha repreendido o mesmo atleta nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim2022 por ter empunhado um cartaz com a frase que pedia o fim da guerra na Ucrânia, tendo a instituição que superintende os certames olímpicos concluído tratar-se apenas de um apelo à Paz.

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