Carlos Amado da Silva
"Lobos" querem ganhar dois jogos no Mundial de râguebi. "Temos de sonhar trabalhando"
16 mar, 2026 - 18:40 • Matilde Pinhol
Após a vitória histórica contra a Geórgia no Europeu, o presidente da Federação de Rugby aponta os objetivos para o Mundial de 2027, na Austrália
Após a conquista do Rugby Europe Championship, a seleção nacional de rugby já aponta ao Mundial do próximo ano. O presidente da Federação, Carlos Amado da Silva, diz que é possível melhorar o atual registo e alcançar duas vitórias.
Depois de vencer as Ilhas Fiji no Mundial de 2023, o dirigente quer continuar a subir a fasquia. “Em 2023 ganhámos um jogo e empatámos outro. Agora, o objetivo é ganhar dois jogos. O Uruguai está ao nosso alcance, mas para os outros adversários [Escócia e Irlanda] temos de fazer um esforço muito grande. Temos de sonhar trabalhando”, afirma Carlos Amado da Silva.
Portugal voltou a escrever mais uma página dourada no rugby. No Estádio de Butarque, em Madrid, a seleção nacional venceu no domingo a Geórgia na final do Rugby Europe Championship, por 19-17. Depois de ter chegado ao intervalo a perder por 3-12, os "Lobos" deram a volta e conseguiram quebrar a hegemonia dos georgianos, que ganharam as últimas cinco edições.
Em declarações à Renascença, o presidente da Federação de Rugby explica que o que mudou no jogo “foi a atitude”. “Na segunda parte conseguimos aguentar os avançados da Geórgia, que são muito possantes. Fizemos uma pequena mudança que trouxe equilíbrio”, indica Carlos Amado da Silva.
Ainda assim, alerta para as melhorias que ainda podem ser feitas. “Defendemos muito bem, mas não estamos a atacar como devemos. Se trabalharmos, podemos fazer melhor. Individualmente, os jogadores têm de melhorar o poder das linhas atrasadas”, acrescenta.
O desafio da profissionalização
Com o Mundial de 2027 na mira, o rugby nacional enfrenta desafios de crescimento estrutural. Com oito mil atletas, a meta para o futuro é ambiciosa. “Devíamos estar nos 20 mil. É o mínimo razoável para ter um campo de seleção maior", afirma o dirigente.
Carlos Amado da Silva chama ainda à atenção para a concentração de “70%” dos jogadores de rugby na zona da capital. “Isso não é bom. Temos de aumentar o número de praticantes no Norte e Centro para competirem com Lisboa”, defende.
“Gastamos 100 mil euros só em viagens”
O sucesso desportivo tem contrastado com a escassez de recursos. “O apoio público é o mesmo de há 10 anos, mas temos o triplo das competições. A próxima deslocação da Nations Cup custará cerca de 100 mil euros apenas em passagens”, comenta Amado da Silva.
De forma a garantir a sustentabilidade, revela que já entregou ao Governo um projeto para a construção de um estádio próprio no Jamor.
“É um estádio para 10 mil pessoas. Para nós é suficiente neste momento. Permitir-nos-ia instalar a Academia Nacional, o que daria um sossego e uma tranquilidade de gestão muito grande, além de uma qualidade de preparação superior”, refere.
- Bola Branca 18h14
- 11 mai, 2026








