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Ciclismo

Evenepoel cai e Godon bisa ao sprint na Volta à Catalunha

25 mar, 2026 - 17:46 • Lusa

O português João Almeida chegou integrado no pelotão.

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Remco Evenepoel arriscou tudo para ganhar a terceira etapa da Volta à Catalunha, mas a sua aspiração acabou numa queda a poucos metros da meta em Vila-Seca, onde o ciclista francês Dorian Godon (INEOS) bisou.

Líder da prova espanhola, o campeão francês foi o inesperado vencedor da terceira etapa, já que o belga da Red Bull-BORA-hansgrohe, que seguia isolado na companhia de Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) após ter lançado um ataque a uns 30 quilómetros da meta, caiu na abordagem a uma rotunda já dentro do último quilómetro.

Perante o infortúnio de Evenepoel, o dinamarquês abdicou da fuga e permitiu uma chegada ao sprint no final dos 159,4 quilómetros entre Mont-roig del Camp e Vila-seca, onde se impôs novamente o campeão francês, que ainda reforçou a liderança da geral.

Vencedor também da primeira etapa, Godon bisou, batendo os britânicos Ethan Vernon (NSN) e Noah Hobbs (EF Education-EasyPost), respetivamente segundo e terceiro com as mesmas 3:43.33 horas do ciclista da INEOS.

João Almeida (UAE Emirates), que chegou a estar "cortado", terminou a tirada no pelotão, sendo 23.º da geral, que Godon lidera com 11 segundos de vantagem sobre Evenepoel e 16 sobre o britânico Thomas Pidcock (Pinarello Q36.5).

Antes do atribulado final, a terceira etapa foi animada pelo líder da montanha, o francês Baptiste Veistroffer (Lotto Intermarché), que voltou a lançar-se em fuga, outra vez na companhia de Diego Uriarte (Kern Pharma), mas também do seu companheiro australiano Reuben Thompson, de Yago Aguirre (Euskaltel-Euskadi), Josh Burnett (Burgos Burpellet BH) e Mark Stewart (Modern Adventure).

Os fugitivos ainda estavam na frente quando Ivo Oliveira (UAE Emirates) caiu, a uns 67 quilómetros da meta, juntamente com o colega Jay Vine.

No seu regresso à competição após ter chocado com um canguru no Tour Down Under e ter fraturado o pulso esquerdo, o australiano abandonou de imediato a prova catalã, nem tentando voltar à bicicleta.

Numa jogada estudada, a Red Bull-BORA-hansgrohe acelerou a pouco mais de 30 quilómetros da meta, num verdadeiro contrarrelógio por equipas que anulou a fuga e cortou o pelotão, deixando atrasado João Almeida, como sempre apanhado numa "ratoeira" dos adversários.

O trabalho da equipa alemã antecedeu um ataque de Evenepoel, a que só respondeu Vingegaard, com quem o belga, bem ao seu estilo, barafustou por não colaborar no esforço.

O duo ganhou uma margem de 20 segundos para os perseguidores, cujo trabalho foi sendo atrapalhado pelos homens da Red Bull e da Visma e aos quais se acabou por unir o melhor voltista português da atualidade.

Com o duplo campeão olímpico a assumir todas as despesas da fuga, e a ficar progressivamente mais frustrado com a atitude do dinamarquês, ao ponto de ter parado, a vantagem dos dois foi caindo, mas teria sido suficiente para chegarem à meta, não fosse Evenepoel ter caído na rotunda que antecedeu a chegada.

Como confirmou no final, Vingegaard abdicou da iniciativa para não beneficiar do azar do explosivo belga, e Godon voltou a conhecer a glória, na véspera de uma jornada que pode ser decisiva.

Na quinta-feira, a geral da Volta à Catalunha deve conhecer uma revolução na quarta etapa, que liga Mataró a Vallter ao longo de 173 quilómetros, com a meta a coincidir com uma contagem de montanha de categoria especial.

Almeida parte para a tirada com 20 segundos de atraso para Godon, mas apenas dois para Vingegaard, o grande candidato a conquistar a prova espanhola.

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