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Andebol

Luís Santos: “O Porto entendeu que não devia abrir o pavilhão naquele dia e eu marquei falta de comparência”

01 abr, 2026 - 18:39 • Matilde Pinhol

O presidente com mais anos à frente da Federação de Andebol lamenta o sucedido no Clássico de sábado e relembra um episódio que ocorreu durante o seu mandato

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Foi através de um comunicado da Procuradoria-Geral Regional do Porto que se tomou conecimento de que o Ministério Público abriu um inquérito criminal sobre os incidentes do passado fim de semana no Dragão Arena.

No sábado, antes do encontro entre FC Porto e Sporting em andebol, os leões sentiram um “cheiro intenso” no balneário, levando a que o treinador Ricardo Costa e o jogador Christian Moga fossem assistidos pela equipa médica. O restante staff, equipa técnica e jogadores abandonaram o local, tendo os atletas se equipado no corredor.

Esta quarta-feira, Frederico Varandas e André Villas Boas foram ouvidos pela Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, juntamente com Miguel Laranjeiro, presidente da Federação de Andebol de Portugal, em Lisboa.

Em declarações a Bola Branca, o ex-presidente da Federação de Andebol, Luís Santos, lamenta a situação e diz não se tratar de uma novidade, recordando um episódio que ocorreu quando ainda estava no cargo. “Não é um caso isolado. No meu tempo, apagaram as luzes do pavilhão para não haver resultado. Reuni o meu Conselho Geral e tomámos a decisão de repetir o tempo de jogo. O Porto entendeu que não devia abrir o pavilhão naquele dia e eu marquei falta de comparência”, revela.

Questionado sobre a postura do Sporting e a intervenção das autoridades, Luís Santos considera que o clube agiu “perfeitamente bem”, mas lamenta que o contrário não tenha sucedido por parte de algumas entidades. “O Ministério Público já tomou a iniciativa de analisar a situação. A ministra já devia ter tomado uma posição com rapidez”, reforçando que situações graves “carecem de imediatez na solução”, já que “não enobrecem o desporto”.

Sobre a decisão de jogar a partida, relembra uma máxima importante. “Uma máxima é que os jogos não sejam adiados. A delegada fez o que pensou ser o melhor para oa andebol. O Sporting jogou sob protesto e tomaram-se as medidas adequadas”, defende.

Apesar de tudo, recusa que este episódio manche o bom nome do andebol nacional. “O andebol português vai bem e recomenda-se. Não é um caso como este que vai fazer com que percamos a reputação internacional. Este caso não tem incidência nessa área”, conclui.

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