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Mundial 2026

A eficácia assombrosa do cometa Haaland no Mundial: 18 remates, 7 golos

06 jul, 2026 - 13:18 • Redação*

Na estreia em Mundiais, o avançado norueguês aproxima-se do registo de Gary Lineker em 1986.

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Quatro remates, dois golos e uma vítima de peso. Erling Haaland assinou uma exibição memorável nos oitavos de final do Campeonato do Mundo e conduziu a Noruega a uma histórica vitória por 2-1 sobre o Brasil, garantindo, pela primeira vez, a presença dos escandinavos nos quartos de final da competição.

O bis frente à "canarinha" elevou o avançado para os 62 golos em 54 internacionalizações, um registo impressionante que lhe permite manter uma média superior a um golo por jogo ao serviço da seleção. Uma eficácia que também tem marcado este Mundial.

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Haaland soma já sete golos em apenas quatro partidas do Campeonato do Mundo (descansou com a França), os mesmos de Lionel Messi e Kylian Mbappé, liderando a corrida à Bota de Ouro da competição.

Mais impressionante ainda é a forma como chegou a esse número. O norueguês precisou de apenas 18 remates para marcar sete golos, registando uma taxa de conversão de 39% (7 em 18), a melhor num Campeonato do Mundo desde Gary Lineker, em 1986, quando o inglês terminou a prova com seis golos golos em apenas 15 remates (40%), segundo dados da Opta.

A influência de Haaland não se resume, porém, aos golos. Frente ao Brasil venceu os quatro duelos aéreos que disputou e acumula 14 duelos aéreos ganhos em 18, o melhor registo de um avançado numa fase final do Mundial desde que este tipo de dados começou a ser recolhido, em 1966.

Também os golos têm surgido nos momentos decisivos. Quatro dos sete golos valeram diretamente vitórias à Noruega, fazendo de Haaland apenas o quarto jogador a assinar quatro "match-winning goals" numa única edição do Mundial, igualando Gerd Müller. Apenas Grzegorz Lato e Salvatore Schillaci conseguiram mais, ambos com cinco.

Há mais um dado que ajuda a colocar a campanha em perspetiva: Haaland tornou-se apenas o segundo jogador da história a marcar sete golos nas primeiras quatro partidas de um Campeonato do Mundo. O único que fez melhor foi Gerd Müller, que apontou oito nos primeiros quatro jogos do Mundial de 1970.

Todos estes números ganham ainda maior dimensão quando enquadrados no percurso da Noruega. A seleção escandinava regressou este ano a um Campeonato do Mundo pela primeira vez desde 1998 e partiu sem o estatuto de favorita. Quatro jogos depois, está nos quartos de final muito por culpa do seu camisola 9.

O "cometa" Haaland continua a atravessar o Mundial a alta velocidade. A próxima paragem está marcada para 11 de julho, frente à Inglaterra, num duelo que poderá aproximar ainda mais a Noruega de uma campanha histórica.

*texto editado por Hugo Tavares da Silva

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