Mundial 2026
Egito pede expulsão de árbitro após eliminação frente à Argentina
08 jul, 2026 - 14:57 • Inês Braga Sampaio
Federação Egípcia de Futebol exige investigação à equipa de arbitragem de François Letexier, por "erros flagrantes" e "insistência em não rever algumas imagens" do VAR.
A Federação Egípcia de Futebol (EFA) pediu à FIFA a expulsão da equipa de arbitragem do jogo que ditou a eliminação da seleção do Egito do Mundial 2026, uma derrota com a Argentina, por 3-2, nos oitavos de final.
Já segue a Bola Branca no WhatsApp? É só clicar aqui
Em comunicado, a EFA revela que o seu presidente, Hany Aburida, apresentou queixa à FIFA, "exigindo uma investigação" ao árbitro francês François Letexier e à sua equipa, incluindo os videoárbitros, que acusa cometer "graves erros de arbitragem" e de aplicar "critério duplo" no jogo com os argentinos, a favor da seleção sul-americana.
Os egípcios queixam-se de "erros flagrantes" e "insistência em não rever algumas imagens", que acreditam que favoreceriam a equipa africana: "Vemos nelas o direito dos 'faraós' a um golo válido e a um penálti."
O presidente da EFA também "exigiu a expulsão do árbitro e de toda a equipa de arbitragem do Mundial após a investigação destes erros e a prova do crime de discriminação contra a seleção egípcia".
Críticas do selecionador
Na terça-feira, no Egito-Argentina, os "faraós" viram um golo de Mostafa Ziko, que significaria o 2-0, ser anulado, por uma falta no início da jogada, descortinada pelo VAR. Minutos depois, Ziko marcou mesmo o 2-0.
No entanto, a Argentina conseguiu chegar ao empate e, nos descontos, completou a reviravolta — num golo que, queixam-se os egípcios, terá sido precedido de uma falta na área argentina, o que seria um penálti para a equipa africana e a oportunidade de fazer o 3-2 a favor nos descontos.
No final do jogo, o selecionador egípcio também se revoltou contra a arbitragem. Questionou o porquê de ter sido destacado um juiz francês, país cuja seleção foi derrotada pela Argentina na final do Mundial 2022 e que, por isso, estaria "pressionado" para não prejudicar a "albiceleste".
"Não foi justo, faltou marcar um penálti e um golo foi-nos anulado sem eu perceber porquê. Não me quero poupar nas palavras, tentar encontrar palavras simpáticas, ou dizer que foi azar. Fomos tratados de forma injusta, o que se passou foi uma injustiça", condenou Hassan Hassan.
Hassan disse, ainda, que houve "fatores externos" em jogo e sugeriu que o mercado quereria que Messi e os campeões do mundo vencessem.
- Bola Branca 18h15
- 16 jul, 2026







