Mundial 2026
Os números e os recordes que marcam o Mundial até agora
08 jul, 2026 - 15:45 • Redação*
Após 28 dias consecutivos com jogos, o Mundial tem o seu primeiro dia em branco. Aproveitamos a ocasião para olhar para os registos desta edição.
Numa altura em que faltam disputar apenas oito jogos neste Campeonato do Mundo, a competição faz a primeira pausa antes dos quartos de final. É, por isso, o momento ideal para olhar para os números que ajudam a contar a história daquele que já é o maior Mundial de sempre.
Como quase sempre acontece quando se fala de recordes, o primeiro nome é o de Lionel Messi.
Aos 39 anos, o capitão argentino continua a desafiar a lógica e soma já oito golos na competição. Com esse registo, tornou-se no melhor marcador da história dos Campeonatos do Mundo, com 21 golos, igualando ainda o recorde argentino de mais golos numa única edição, estabelecido por Guillermo Stábile em 1930.
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Mas os feitos não ficam por aí. Messi tornou-se no primeiro jogador de sempre a marcar em nove jogos consecutivos de Mundiais e também no primeiro a faturar em seis encontros consecutivos da fase a eliminar.
O argentino passou ainda a deter o recorde de golos marcados de fora da área em Campeonatos do Mundo e, com a assistência frente ao Egito, ultrapassou Pelé para se tornar no melhor assistente da história da prova, com dez passes para golo.
Nem tudo, porém, são números perfeitos. O penálti desperdiçado diante dos egípcios fez de Messi o jogador com mais grandes penalidades falhadas em Mundiais (quatro), baixando a sua eficácia da marca dos onze metros para apenas 50%.
É ainda o único futebolista a falhar dois penáltis na mesma edição e o primeiro a desperdiçar grandes penalidades em três Campeonatos do Mundo diferentes (2018, 2022 e 2026).
Também Cristiano Ronaldo deixou a sua marca antes da eliminação de Portugal frente à Espanha. O capitão da seleção nacional tornou-se no primeiro jogador da história a marcar em seis Campeonatos do Mundo diferentes. Frente à Croácia conseguiu ainda outro feito inédito na carreira: marcou pela primeira vez numa fase a eliminar de um Mundial e tornou-se no jogador mais velho de sempre a fazê-lo.
Há, contudo, um registo menos feliz. A derrota diante da Espanha foi a oitava de Cristiano em fases finais de Campeonatos do Mundo, igualando o maior número de desaires de um jogador na história da competição.
Entre os recordistas está também Romelu Lukaku. O avançado belga consolidou a fama de "supersub" ao tornar-se no primeiro jogador de sempre a marcar em quatro jogos diferentes saído do banco num Campeonato do Mundo. Nesta edição, três dos seus golos surgiram depois de entrar como suplente, um impacto decisivo na caminhada da Bélgica até aos quartos de final.
Espanha constrói um muro
No plano coletivo, poucas seleções impressionam tanto quanto a Espanha. A equipa de Luis de la Fuente chega aos quartos de final sem qualquer golo sofrido, igualando a Itália de 1990 com cinco jogos consecutivos de baliza inviolada.
Grande parte desse mérito pertence a Unai Simón. O guarda-redes espanhol não sofre um golo em Campeonatos do Mundo desde o encontro frente ao Japão, no Catar 2022, acumulando já mais de 600 minutos sem ser batido, um novo recorde absoluto da competição.
Um Mundial que bate recordes atrás de recordes
Com 280 golos marcados até ao final dos oitavos de final, o Mundial 2026 já é oficialmente o mais concretizador da história, ultrapassando largamente os 172 golos registados no Catar 2022. É certo que o novo formato, com 48 seleções e 104 jogos, contribui para esse crescimento, mas a média de 2,92 golos por encontro demonstra que a eficácia ofensiva continua elevada.
Há ainda outros recordes já garantidos. Os 13 autogolos marcados representam um novo máximo em Campeonatos do Mundo, superando os 12 registados na Rússia, em 2018.
As seleções africanas também estão a viver uma edição histórica. Os representantes da CAF somam já 51 golos, tornando-se apenas a segunda confederação, depois da UEFA, a ultrapassar a barreira dos 50 golos numa única edição da prova.
Marrocos, Egito e Cabo Verde tiveram um papel determinante nesse registo, enquanto a Costa do Marfim também contribuiu antes da eliminação.
Se há uma característica que define este Mundial, essa é a emoção até ao último segundo. Os dez golos que deram vitórias já em tempo de compensação constituem um novo recorde absoluto da competição e ajudam a explicar porque tantos jogos têm sido decididos nos instantes finais.
Outro dado curioso envolve os guarda-redes. Já houve cinco substituições de guardiões ao longo do torneio, igualando o máximo registado no Mundial de 2014, uma estatística rara numa posição tradicionalmente pouco sujeita a alterações durante os encontros.
Com apenas oito jogos por disputar, é praticamente certo que vários destes recordes ainda serão ampliados. Afinal, o Mundial 2026 já entrou para a história muito antes de conhecer o próximo campeão do mundo.
*texto editado por Hugo Tavares da Silva
- Bola Branca 18h15
- 16 jul, 2026









