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Vítor Bruno quer "muito" ganhar ao Anderlecht, mas novo desaire não será "nenhum drama"

27 nov, 2024 - 21:25 • Inês Braga Sampaio

Treinador do FC Porto reconhece que "têm de aparecer novas lideranças no plantel" e quer converter a série de três derrotas seguidas em "revolta", para continuar a sonhar na Liga Europa.

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Vítor Bruno quer uma vitória sobre o Andelecht, na quinta jornada da Liga Europa, no entanto, desdramatiza um eventual desaire do FC Porto na Bélgica, mesmo após três derrotas consecutivas.

Na conferência de imprensa de antevisão da partida com os belgas, esta quarta-feira, o treinador do FC Porto vinca que "qualquer treinador tem o lugar em risco, isso é claro", no entanto, garante que o mundo não acaba se os dragões somarem mais uma derrota no próximo encontro.

"É um jogo que é importante, porque estamos no fio da navalha, não há que esconder. Temos quatro pontos. Agora, não é nenhum drama se amanhã [quinta-feira]... nós queremos muito ganhar, que isso fique muito claro. Agora, a prova não acaba amanhã. temos quatro jogos para fazer, ainda. Foram três dias difíceis, mas há sempre tempo para nos reinventarmos e amanhã queremos muito vencer", vinca.

Vítor Bruno também admite que "têm rapidamente de aparecer novas lideranças" no balneário, "independentemente da idade".

O FC Porto visita o Anderlecht na quinta-feira, a partir das 17h45, no Lotto Park. Encontro da quinta jornada da Liga Europa com relato e acompanhamento, ao minuto, no site e na app da Renascença.

Tem o lugar em risco? "Qualquer treinador tem o lugar em risco, isso é claro. Em relação aos adeptos, eles querem muito ganhar, mas não querem ganhar mais do que nós. Aquilo que queremos amanhã é que eles possam sair do jogo com um sorriso. Também sentimos a devoção deles, a forma como eles são apaixonados, como vivem, como sentem. Esse terá de ser o nosso sentimento amanhã, viver o momento, senti-lo e tentar transformar um pouquinho daquilo que foi o nosso último jogo e esta série mais recente em alguma revolta - não contra alguém, mas revolta connosco, perante aquilo que não temos feito ultimamente."

Palavras de André Villas-Boas: "Vi os títulos em relação ao que disse o presidente e, às vezes, a forma é diferente do conteúdo. Preciso de inteirar-me, mas faz o que devia fazer. É o líder máximo do clube, respeito muito, ele numa esfera e eu noutra queremos o melhor para o clube e tentamos andar de mãos dadas e sintonizados."

Sente a confiança de Villas-Boas? "Sim, claramente."

Contestação: "São questões políticas, a parte desportiva é demasiado importante. É normal, o FC Porto não está a ganhar e a responsabilidade tem de recair sobre alguém. Eu sou o rosto visível, e bem, porque não fujo a nada disso. O grande responsável sou eu, assumo por inteiro, mas durmo sempre de consciência tranquila, porque sei que faço tudo para que o clube ganhe."

Contestação II: "Isto faz parte da vida de um treinador. Sou muito prático, sei qual é a minha profissão. Tenho cinco meses como treinador principal, mas toda uma vida, quase desde que nasci, ligada ao futebol. Não me espanta e sei, quando os resultados não aparecem, em quem recai a pressão. Isso não me incomoda e o que quero é ver amanhã uma equipa contente, porque eles merecem, trabalham muito, são humildes e sérios, e é isso que me dói mais. Eu desvalorizo o que recai sobre mim, mas obviamente que detesto perder."

Falta liderança no balneário? "Concordo, porque foi um tema falado por nós dentro do balneário, têm rapidamente de aparecer novas lideranças no clube, na equipa. Independentemente da idade - seja os 17 anos do [Rodrigo] Mora ou os 37 do Marcano -, têm de aparecer lideranças novas. Isso não se consegue de um dia para o outro, a equipa é nova com muita gente chegada recentemente, que nem começaram no início da época, isso vai-se conquistando. Para isso é preciso tempo, tempo não há e o que queremos é ganhar amanhã."

Necessidade de vencer: "É um jogo que é importante, porque estamos no fio da navalha, não há que esconder. Temos quatro pontos. Agora, não é nenhum drama se amanhã... nós queremos muito ganhar, que isso fique muito claro. agora, a prova não acaba amanhã. temos quatro jogos para fazer, ainda. Foram três dias difíceis, mas há sempre tempo para nos reinventarmos e amanhã queremos muito vencer."

Momento do FC Porto: "Há ciclos. Neste momento, tocou-nos a nós. Tudo aquilo que aconteceu também tem sido... Em Moreira [de Cónegos], um golo, praticamente um lance inofensivo, depois um penálti. Não há lances claros do adversário para fazer golo, mas a verdade é que está a tocar-nos a nós. São fases. Sou a cara e assumo a responsabilidade pelo momento desportivo do clube, mas durmo tranquilo, porque faço o meu melhor."

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