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FC Porto

Futuro em aberto: Villas-Boas e Martín Anselmi vão conversar esta quarta-feira

25 jun, 2025 - 15:30 • Rui Viegas , Inês Braga Sampaio

Fonte do FC Porto adianta à Renascença que haverá reunião. Futuro do treinador argentino em jogo, após eliminação na fase de grupos do Mundial de Clubes, sem uma única vitória.

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O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, tem reunião com o treinador, Martín Anselmi, marcada para esta quarta-feira à tarde, horas depois do regresso da equipa do Mundial de Clubes.

O jornal "Record" e a CMTV estão a avançar que Anselmi vai ser despedido. O técnico argentino, de 39 anos, já estaria ao corrente do processo de rescisão de contrato, que termina em junho de 2027.

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Fonte do FC Porto, contactada pela Renascença, não confirma a saída do treinador. Adianta apenas que está prevista, para a tarde desta quarta-feira, uma reunião entre Anselmi e o presidente Villas-Boas.

O futuro de Martín Anselmi no FC Porto está em dúvida. A equipa viajou para os Estados Unidos com o objetivo declarado de chegar aos oitavos de final do Mundial de Clubes, mas não passou da fase de grupos, nem venceu um único jogo — com Palmeiras, Inter Miami e Al Ahly.

O argentino chegou ao Dragão no final de janeiro, para suceder a Vítor Bruno, já envolto em polémica. As negociações do Porto com os mexicanos do Cruz Azul descarrilaram, mas, entre as acusações de um lado e de outro, Villas-Boas apresentou Anselmi com a garantia de que o seu futebol iria "encher a alma dos adeptos".

Seis meses depois, a profecia não se concretizou. A equipa não encaixa no 3-4-3 de Anselmi, nem o treinador soube adaptar o sistema aos jogadores que tem. No campeonato, o Porto não conseguiu assustar os rivais da frente, Sporting e Benfica, que se distanciaram — os leões foram campeões com 11 pontos mais que os dragões e as águias ficaram em segundo, com vantagem de nove pontos. Nos clássicos, também não salvou face: empatou com o Sporting e foi goleado pelo Benfica.

Na Liga Europa, a época também não correu bem a Martín Anselmi: o Porto foi prontamente eliminado no play-off, pela AS Roma.

Não foram apenas os resultados que frustraram os adeptos do Porto, contudo. Apesar das promessas de um futebol "intenso", por parte de quem o conhecia, o argentino não conseguiu montar uma equipa dominadora. Em vez disso, via-se um coletivo ainda emaranhado nas dúvidas do passado, preso no limbo pós Sérgio Conceição, de que nem Vítor Bruno, nem Anselmi conseguiram resgatá-lo.

Os três do Porto no Mundial de Clubes são ilustrativos disso mesmo: frente ao Palmeiras, os dragões foram superados em remates, remates enquadrados com a baliza e posse de bola; remataram mais vezes e tiveram mais bola que o Inter Miaim, mas revelaram menor pontaria no momento de chutar à baliza; e tiveram mais bola que o Al Ahly, porém, foram ultrapassados no número de remates e na pontaria.

Enquanto isso, cada crítica era amplificada pela fação de adeptos mais fiel ao anterior presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, e muitas vezes utilizada como arma de arremesso contra Villas-Boas.

E na hora de calar as bocas mais ferozes, Martín Anselmi não atingiu os objetivos delineados, publicamente, por André Villas-Boas.

Na madrugada desta quarta-feira, tais bocas vociferaram contra o treinador e presidente, à chegada da comitiva portista ao Porto, desde os EUA. Cerca de meia centena de adeptos — vários vestidos de preto, cor associada ao movimento "casual", de acordo com o jornal "Record" — e insultaram Anselmi, Villas-Boas e o plantel. Além disso, colocaram-se à frente do autocarro da equipa, obrigando-o a parar, o que levou a PSP a intervir, em alguns casos, até, com balas de borracha.

Com ou sem pressão dos adeptos, a verdade é que o futuro de Anselmi está em dúvida. A reunião desta quarta-feira deverá ser decisiva.

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