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Farioli: “O Famalicão tem mais de 50% dos golos nas bolas paradas”

08 nov, 2025 - 14:40 • Lusa

O encontro com o Famalicão será o sexto do FC Porto em 23 dias, cinco dos quais disputados fora de casa, uma sequência que Farioli reconheceu estar a testar a capacidade de gestão do grupo.

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O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, reconheceu este sábado que a deslocação ao terreno do Famalicão, no domingo, para a 11.ª jornada da I Liga de futebol, será “um jogo difícil e exigente”, num contexto de calendário apertado.

“Estamos a falar de poucas horas de preparação, mas temos tido um calendário apertado. É possível, com o trabalho de todos e o profissionalismo dos jogadores. Amanhã [domingo] de manhã vamos ter uma sessão no estádio. É normal tentarmos estar bem preparados para um jogo que vai ser difícil e exigente. Sabem o quão bem o Famalicão joga desde que o Hugo [Oliveira] chegou. É uma equipa muito boa em casa”, afirmou o técnico italiano, na conferência de imprensa de antevisão.

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O encontro com o Famalicão será o sexto do FC Porto em 23 dias, cinco dos quais disputados fora de casa, uma sequência que Farioli reconheceu estar a testar a capacidade de gestão do grupo.

“Jogámos 80% dos últimos jogos fora e estamos a tentar gerir isso. Claro que o nosso desejo é vencer todos os jogos. Acho que estamos no caminho certo, com algumas coisas para melhorar, mas também já fizemos muitas coisas boas. Ainda assim, estamos longe da perfeição e precisamos de tempo para aperfeiçoar algumas coisas”, sublinhou.

Questionado sobre as vitórias suadas dos ‘dragões’ nas últimas jornadas do campeonato, Farioli rejeitou qualquer alarme e valorizou o espírito de resiliência da equipa.

“O jogo tem 90 minutos. Marcar no minuto 1 ou no 90 conta o mesmo. Por vezes, as expectativas são muitas por causa da maneira como começámos. No campeonato, na Europa, na Taça, os jogos são muito complicados. O que nós queremos é ver a equipa unida. Os nossos rivais e os meios de comunicação querem atirar o FC Porto para baixo, mas o que precisamos é de união. Vamos enfrentar as dificuldades como uma família, a família portista”, frisou.

Sobre as diferenças de abordagem nos jogos frente ao Sporting de Braga e ao Utrecht, o técnico assegurou que o FC Porto não perdeu identidade, mas sim mostrou “capacidade de adaptação”.

“Queremos ser dominantes, ter bola no terço ofensivo, pressionar alto, mas os jogos colocam diferentes cenários. Uma equipa grande precisa de ter a capacidade de mudar de face. Isso não é falta de identidade, é capacidade de adaptação”, afirmou.

O treinador portista destacou ainda o perigo do Famalicão nas bolas paradas — setor em que os minhotos são os mais eficazes da I Liga —, pedindo atenção redobrada aos seus jogadores.

“O Famalicão é uma equipa que tem mais de 50% dos golos nas bolas paradas. Temos de ter muita atenção. O golo sofrido contra o Utrecht é uma boa oportunidade para estarmos alerta e voltarmos a ganhar confiança nesses momentos”, disse, recorrendo ao lance do último encontro, com os neerlandeses (1-1), para a Liga Europa.

Farioli admitiu ainda que Rodrigo Mora e Gabri Veiga “podem jogar juntos”, garantindo que o meio-campo “é adaptável” e que a prioridade passa por manter “um certo balanço na equipa”.

Por fim, o técnico confirmou a recuperação gradual do avançado Luuk de Jong, ausente por lesão.

“Esperamos que esteja pronto depois da paragem para as seleções. Já começou a treinar no relvado, com bola, e a reação tem sido positiva”, concluiu.

O FC Porto, líder da I Liga, com 28 pontos, visita no domingo o Famalicão, quinto classificado, com 19, em jogo agendado para as 18:00, no Estádio Municipal de Famalicão, e que será arbitrado por José Bessa, da associação do Porto.

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