02 dez, 2025 - 13:05 • João Filipe Cruz
Com 18 anos, Rodrigo Mora foi distinguido pelos sócios do clube de coração com o Dragão de Ouro. Quem conhece o jovem não duvida da justiça do prémio.
"Já tem 50 jogos na equipa A, na época anterior causou impacto e ajudou muito a equipa a obter resultados, portanto, acho que ele é merecedor pela sua evolução, pelo impacto positivo na equipa, pela sua qualidade, pelo seu potencial e pelo seu portismo", partilha Nuno Pimentel com Bola Branca.
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O antigo técnico de Mora na formação dos dragões está seguro de que Rodrigo tem o "objetivo pessoal de levar o Futebol Clube do Porto ao maior sucesso possível e o sonho de poder partilhar com os adeptos a celebração do título nacional".
Se na época passada o avançado cintilou, com a chegada de Farioli o brilho começou por ser mais intermitente, mas há um fator que não deve ser esquecido quando se fala de Rodrigo Mora: tem "apenas" 18 anos.
"O Rodrigo tem ainda várias etapas para desenvolver naquilo que é o seu jogo, a constância e a consistência do mesmo. Estamos perante um FC Porto com um plantel diferente da época anterior, com um treinador diferente e a concorrência é maior", vinca Nuno Pimentel.
Ainda assim, o atual técnico dos sub-21 dos sauditas do Al-Fayah, nota que uma "participação paulatina e até cada vez mais assídua do Rodrigo com minutos".
Já teve a um passo de se encontrar com o antigo técnico na Arábia Saudita, chegou a ser associado ao PSG e Nuno Pimentel não tem dúvidas de que há estrelas que, a alinharem-se, vão provocar fila à porta do Estádio do Dragão.
"Se o FC Porto for campeão, e esperemos que as lesões nunca apoquentem o Rodrigo e que lhe permitam ser parte integrante da conquista desse título, se houver uma chamada ao Mundial, não tenho dúvidas que muitos tubarões vão bater à porta do Estádio do Dragão", prevê.
FC Porto
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Nuno Pimentel também "teve nas mãos" outra estrela cintilante da formação azul e branca. Para além de Rodrigo Mora, também o campeão do mundo Mateus Mide foi orientado pelo técnico de 45 anos que não hesita em elogiar o "melhor jogador sub-17 do Mundo".
"É de um talento acima da média, principalmente pela sua capacidade de encontrar espaços, de criar desequilíbrios, uma velocidade de execução acima do normal e de simplificar aquilo que parece muito complexo. Tem um carisma especial, não há quem não goste dele, e é muito educado. É um jogador que procura, a cada treino, aperfeiçoar aquilo que tem que melhorar, um competidor nato. Entronca na identidade do jogador futebolista do Porto", explica Nuno Pimentel.
Características que nos fazem lembrar o mais recente Dragão de Ouro e diz quem teve "a felicidade de poder ver os dois na mesma equipa" não desmente. Se o FC Porto perder Rodrigo Mora a curto espaço, Mide pode ocupar o lugar, mas melhor seria ficar com os dois.
"Claro que cada um tem as suas características intrínsecas e específicas mas, de facto, são adiantados mentais no sentido de entendimento do jogo e naquilo que depois é o repertório técnico, que é refinado, perfumado e com nota artística. Ambos se assemelham, mas para o FC Porto, melhor era ter os dois ao mesmo tempo", atira Pimentel.
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Depois da formação do FC Porto, Nuno Pimentel embarcou para os Açores e para o Santa Clara e, há duas épocas, fez a viagem que tantos outros no futebol já fizeram. Chegou à Arábia Saudita pela porta do Al-Nassr, enquanto coordenador da formação do clube de Cristiano Ronaldo e, no início desta época, aceitou o convite de Pedro Emanuel para orientar os sub-21 do Al-Fayha.
"Foi criada uma nova competição de sub-21 que não existia anteriormente e onde estão todas as melhores equipas sauditas. É uma forma que o país está a encontrar de poder elevar os jogadores sauditas. Foi criada toda uma estrutura de novo, o clube também está a tentar dar passos evolutivos no seu crescimento. Felizmente, para já, os resultados têm sido positivos e até acima da média para aquilo que é a realidade do clube. Já conseguimos colocar jogadores na equipa A e um deles já a jogar e a fazer golos", partilha com Bola Branca.
Há duas épocas no novo El Dorado do futebol mundial, o técnico sublinha que este é "mais um passo evolutivo" na sua carreira e, claro, "aprendizagem como treinador e também na minha formação como homem".