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Villas-Boas já reagiu ao processo contra Varandas: "Foi do nosso entendimento escrever a APAF, FPF e Liga"

13 jan, 2026 - 16:16 • Redação

O presidente do FC Porto falou na Livraria Lello sobre o momento do clube, o significado histórico do clássico com o Benfica, o reencontro com Mourinho e a polémica em torno das declarações do presidente do Sporting.

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Na véspera do clássico frente ao Benfica, André Villas-Boas marcou presença na Livraria Lello, no Porto, onde deixou um apelo à união dos adeptos portistas, destacou o peso histórico do duelo entre dragões e águias e criticou a inação das instâncias disciplinares relativamente às recentes declarações do presidente do Sporting.

Villas-Boas aproveitou a ocasião para esclarecer a posição do FC Porto relativamente às recentes declarações de Frederico Varandas, que mereceram uma queixa dos dragões. Em causa estão palavras do presidente do Sporting que colocaram em causa a atuação da arbitragem ao longo de várias décadas, incluindo referências a jogos do passado em que o atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, desempenhava funções como árbitro.

Segundo André Villas-Boas, o FC Porto optou inicialmente por aguardar uma reação institucional. “Nós fizemos um compasso de espera, aguardando um movimento natural do que seriam as instâncias disciplinares e constatamos que nada se passou”, afirmou.

Perante a ausência de qualquer intervenção por parte das entidades competentes, o clube decidiu avançar formalmente. “Foi do nosso entendimento escrever à APAF, à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga, para condenar as declarações”, explicou o presidente portista, sublinhando que estas palavras atentam “contra o bom nome do presidente da Federação Portuguesa de Futebol”, considerando particularmente grave que um dirigente desportivo coloque em causa a integridade de quem atualmente lidera o organismo máximo do futebol português

O presidente dos dragões começou a declaração por enquadrar o momento vivido pelo clube, considerando que o reconhecimento recebido recentemente representa “uma retribuição por parte do Futebol Clube do Porto do seu bom trabalho até agora”. Villas-Boas acredita que esse apoio pode ter impacto direto no plano desportivo, sublinhando que espera que “isto seja também uma força extra para a continuação da união em torno ao Futebol Clube do Porto para o clássico de amanhã [quarta-feira]”.

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Sobre o embate com o Benfica, o dirigente azul e branco destacou a dimensão simbólica e histórica do encontro, classificando-o como “um jogo de carinho especial, histórico, de duas grandes equipas, dois grandes rivais que há muito disputam os títulos de campeão nacional em Portugal”. Villas-Boas lembrou ainda que o confronto envolve clubes que disputam “o número maior de títulos conquistados no futebol nacional”, manifestando a expectativa de “um grande jogo e bem disputado”.

O reencontro com José Mourinho, agora no comando técnico do Benfica, também foi um dos temas abordados. O presidente do FC Porto fez questão de separar o passado do presente, reconhecendo o legado deixado pelo treinador. “O Mourinho deixou uma história ímpar no Futebol Clube do Porto, respeitada por todos os adeptos e levou o nome do Futebol Clube do Porto como o clube português com mais títulos internacionais”, afirmou.

No entanto, foi claro quanto ao contexto atual, frisando que Mourinho é agora “o treinador do nosso maior rival, do rival histórico, o Sport Lisboa e Benfica”, garantindo que o FC Porto irá competir “com toda a nossa força para abater o nosso rival”.

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