futebol nacional
FC Porto. Na despedida da época, o campeão celebrou o passado e sonhou com o futuro
16 mai, 2026 - 17:45 • Hugo Tavares da Silva
Num jogo ameno entre duas equipas com os fados resolvidos, o FC Porto fechou a temporada com uma vitória, com um golo na própria de um defesa do Santa Clara. Dragões estrearam a farda da próxima época com cheirinho a Viena.
Esta tarde o Estádio do Dragão soava a regresso à Disney em idade adulta. Claro que já não se fazem festas como antigamente, com os jogadores já campeões a pintarem o rosto de azul e branco ou a levantar cabelos delirantes que fazem cócegas ao céu.
Agora, há mais discrição, talvez isso permita também o que aconteceu antes do apito inicial: a guarda de honra por parte dos jogadores do Santa Clara. Petit, um homem que serena grupos cheios de dúvidas, juntou-se a uma das filas que tirava o chapéu aos campeões nacionais.
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O jogo, convém dizer, foi o que se esperava. Pouca tensão competitiva, equipas com fados resolvidos, alguma descompressão, umas experiências à mistura e um público que não cobra, que apenas celebra. Uma festa. Então, a partida teve apenas um golo e na própria baliza. Foi de Sidney Lima, aos 72 minutos.
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Os dragões chegam assim aos 88 pontos na Liga. Olhando para os últimos 30 anos, apenas uma vez essa pontuação foi superada (2021/22) e iguala-se o que se fez em 2017/18. Contas feitas, é a segunda melhor marca das últimas três décadas.
O regresso à Disney continuava. O FC Porto, inesperadamente, usou a farda que vai usar na próxima temporada, com as linhas de tempos idos e os números encarnados, “um tributo aos anos 80”, explicou o clube nas redes sociais. A temporada que se segue vai representar uma data redonda muitíssimo importante na vida do FC Porto: 40 anos de Viena.
A nostalgia pintava o Estádio do Dragão com gente como João Pinto, Vítor Baía e Domingos Paciência na bancada. No segundo minuto, lá está o número 2 de Jorge Costa, esticou-se um lençol com as fotografias de Pinto da Costa e do mítico capitão. É outro dos méritos do presidente André Villas-Boas: unir um clube que parecia estar cheio de fissuras. Ganhar amansa a agonia.
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No relvado, Rodrigo Mora, Klismahn e Gabriel Silva ameaçaram o golo. O último estará a namorar os olhos do Sporting. Kiwior tentou de livre ser feliz. O ambiente desculpava tudo, qualquer erro, e os adeptos normalmente tão sedentos de glória até aplaudiram um rival que saiu com mazelas.
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Em Inglaterra, enquanto se descansava no Dragão, Antoine Semenyo dava mais um título ao Manchester City de Pep Guardiola, o 19º em 10 anos. Lá está, Disney em idade adulta: se o FC Porto usava uma farda a homenagear os heróis de Viena, alguém meteu um golo de calcanhar como Madjer.
As substituições atropelaram-se. Bernardo Lima, um menino de 18 anos há quase uma vida no Olival, estreou-se e João Costa substituiu Diogo Costa, o guarda-redes adorado pelas pessoas do Porto que usa o 99 depois de pedir autorização a Baía, esta tarde na bancada. O lendário guarda-redes aplaudiu o seu rapaz e sorriu mansamente, orgulhoso. Agora, Villas-Boas deixou-lhe um desafio: usa o número 2, Diogo. Ou seja, és a lenda, a cara do clube, o líder.
E as redes, depois daquele desaire de Sidney Lima, não voltaram a abanar, a não ser com a força do vento. Está fechada a temporada 2025/26 no FC Porto. Para o ano há mais, com Liga dos Campeões e quem sabe honrar homens como Frasco, Sousa e companhia...
- Bola Branca 12h44
- 11 jun, 2026










