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Taça de Portugal

Quem agarra a Taça? Sporting à procura da dobradinha, Benfica namora o 27.º triunfo

25 mai, 2025 - 06:30 • Inês Braga Sampaio

A estatística entre os dois finalistas da Taça de Portugal sorri ao Benfica, no entanto, os encarnados estão há mais tempo sem subir a escadaria do Jamor. Quem será feliz este domingo?

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Benfica e Sporting encontram-se pela quarta vez esta temporada, agora para disputar a final da Taça de Portugal — a primeira entre os rivais lisboetas desde 1996, quando morreu um adepto dos leões.

Esta época, o saldo de confrontos não sorri a ninguém, embora tenha dado um título para cada: uma vitória do Sporting em Alvalade, por 1-0, na primeira volta do campeonato; a final da Taça da Liga, vencida nos penáltis pelo Benfica; e o empate a uma bola na Luz, na penúltima jornada da I Liga, que colocaria a equipa de Rui Borges na "pole position" para se sagrar campeã nacional, o que se viria a confirmar.

Apesar de ser um dos principais jogos do futebol nacional, os duelos Benfica-Sporting/Sporting-Benfica no Jamor são raros. Houve apenas oito: em 1952, 1955, 1970, 1971, 1972, 1974, 1987 e 1996.

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Pode ler aqui um breve resumo de cada uma das finais. A primeira caiu para o Benfica, por 5-4, e o Sporting só à quarta conseguiria vencer, por 4-1. Os leões não arrecadam a Taça ao vizinho desde 1974; os encarnados venceram a final de 1996, a última, aquela em que um adepto do Sporting foi vítima de um "very light" lançado por um adepto do Benfica.

O Benfica é o clube português com mais troféus da Taça de Portugal conquistados (26) — e mais finais disputadas (36). A seguir vem o FC Porto, com 20 taças. E em terceiro o Sporting, com 31 presenças em finais e 17 títulos. As últimas cinco taças foram todas para a região Norte: quatro para o Porto e uma para o Braga, que venceu em 2020/21.

O Sporting não vence a "prova rainha" desde 2019, o ano seguinte ao ataque a Alcochete, quando bateu o FC Porto nos penáltis, na final. Na altura, era orientado pelo neerlandês Marcel Keizer. O jejum do Benfica dura há mais tempo ainda: vão oito anos desde 2017, quando os encarnados, então treinados por Rui Vitória, derrotaram o Vitória de Guimarães, a anterior equipa do técnico ribatejano, por 2-1.

Na final deste domingo, decide-se também se haverá dobradinha. Ou seja, se o Sporting conseguirá juntar a Taça ao campeonato ou se o Benfica impedirá o feito. A história dá confiança às águias, que nas seis finais em que participaram depois de terem sido "vices", ganharam quatro vezes e perderam duas; e nas três finais frente ao Sporting campeão, o Benfica segundo classificado venceu duas (1952 e 1970) e perdeu uma (1974).

A história não é particularmente simpática com o Sporting neste aspeto. Embora tenha vencido seis das dez finais que disputou, até agora, na condição de campeão nacional, o clube leonino esteve em quatro finais (1952, 1970, 1974 e 2000) como campeão frente ao segundo classificado e venceu apenas uma, um 2-1 sobre o Benfica em 1973/74. Perdeu os outros três jogos: aos pés de Benfica, por duas vezes, e FC Porto (2000).

Isto diz-nos também que, nas três finais que discutiu com os encarnados na posição em que agora está, o Sporting saiu derrotado em duas.

A dobradinha é especialmente complicada contra o segundo classificado do campeonato, para os leões, inclusive com o Benfica pela frente.

E como se dá o Benfica quando termina a Liga no segundo lugar e defronta o campeão na Taça? Em seis confrontos, os encarnados venceram quatro (1951/52, 1958/59, 1969/70 e 2003/04). Além disso, também venceram a "prova rainha" mais seis vezes (1943/44, 1948/49, 1952/53, 1985/86, 1992/93 e 1995/96) depois de serem vice-campeões, independentemente do adversário, e perderam outra, em 2012/13.

As folhas de Excel (ou Google Sheets) já estão todas preenchidas de estatísticas, mas no verde do campo não entram números. Benfica e Sporting discutem, este domingo, o último título da época, a partir das 17h15, no Estádio Nacional, no Jamor, com relato em direto da Renascença e acompanhamento ao minuto em rr.pt.

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