Sporting
Matheus Reis arrisca castigo de dois a doze jogos por pisão a Belotti
26 mai, 2025 - 13:32 • Pedro Castro Alves
Diogo Soares Loureiro, advogado especialista em direito desportivo, explica em Bola Branca que a FPF pode utilizar o artigo 154 do regulamento disciplinar para abrir um processo disciplinar ao jogador do Sporting, com base nas imagens.
Matheus Reis arrisca um castigo de dois a doze jogos pelo pisão na cabeça de Belotti na final da Taça de Portugal. De acordo com o advogado Diogo Soares Loureiro, especialista em direito desportivo, a Federação Portuguesa de Futebol pode abrir um processo disciplinar ao defesa brasileiro, mesmo que o incidente não esteja mencionado no relatório do árbitro Luís Godinho.
“É previsível que no relatório do árbitro nada venha mencionado relativamente a esse episódio e, neste caso, a FPF poderá utilizar as imagens que estão disponíveis para abrir um processo disciplinar e recolher a prova que possa ser necessária para, eventualmente, poder ou não sancionar o jogador”, explica, em declarações a Bola Branca.
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Caso o inquérito conclua que Matheus Reis colocou em risco a integridade física de Belotti, Diogo Soares Loureiro explica que o defesa brasileiro poderá ser sancionado com um castigo até doze jogos de suspensão.
“Se isto ficar englobado dentro das ofensas corporais a jogador, o que está previsto é uma sanção entre dois a doze jogos. Pode depois considerar-se que se, de facto, não tiver resultado nenhuma lesão física ou psicológica para o jogador [adversário], aí poderá ser reduzido para de um a oito jogos”
Para o advogado, há ainda dois aspetos que podem agravar a situação: o vídeo no qual se ouve alguém do Sporting a mencionar o incidente e o histórico de Matheus Reis neste tipo de casos.
“As imagens são inequívocas, sendo que depois existe até um facto que na minha opinião agrava a situação, que é o facto de ter circulado um vídeo em que de alguma forma o jogador até parece fazer algum humor com a situação” começa por dizer Diogo Soares Loureiro.
“[A reincidência] é relevante no sentido de que existe um histórico do jogador e, no momento de decidir também sobre o seu grau de culpabilidade, e mesmo na argumentação que, eventualmente, o jogador possa utilizar de que foi um comportamento fortuito ou que foi sem querer, evidentemente o facto do jogador, eventualmente, ter esse histórico poderá não abonar a seu favor”, conclui.
- Bola Branca 18h15
- 20 jul, 2026





