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Varandas pede ajuda ao governo para combater violência após ataque a adeptos do FC Porto

11 jun, 2025 - 12:38 • Inês Braga Sampaio

Presidente do Sporting diz que os autores do ataque "não devem ter lugar em nenhum recinto desportivo", no entanto, sublinha que o seu clube e os rivais "não são polícias".

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Frederico Varandas pede ajuda do governo para combater a violência no desporto, depois do ataque a um carro de adeptos do FC Porto por parte de apoiantes do Sporting, após um jogo de hóquei em patins.

Em declarações aos jornalistas, esta quarta-feira, à margem da visita a um museu do clube em Leiria, o presidente do Sporting salienta que "as pessoas que fizeram aquele ataque criminoso, bárbaro, não representam os valores do clube, não representam os valores do desporto e não devem ter lugar em nenhum recinto desportivo".

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"Eu quero também deixar um alerta: isto não é uma batalha que deve ser travada por nós clubes. Nós precisamos de ajuda do Governo. Este ano, que foi fantástico, desportivamente, para o Sporting, os adeptos deram uma lição espetacular, quer de semana a semana, quer nos festejos, e uma micro minoria não pode prejudicar centenas de milhares de pessoas que têm apenas paixão e apoiam positivamente os seus clubes. E isto é um problema que não é exclusivo ao Sporting", alerta.

Varandas sublinha este é um problema "transversal a todos os clubes de futebol".

"E o Sporting, e os nossos rivais, nós não somos polícias. Precisamos de ajuda do Governo para travar este fenómeno", reforça.

O presidente do Sporting assume que a violência no desporto "é uma batalha" da sua direção e que o clube faz "o seu papel", nesta situação: "Reprovar e colaborar com as forças de autoridade para que estas pessoas não entrem nos estádios, sejam identificadas, porque acima de tudo mancham o nome do Sporting."

Foram detidos três adeptos do Sporting por suspeitas de envolvimento neste incidente. Em comunicado, a Policia Judiciária adianta que são suspeitos da prática de cinco crimes de homicídio qualificado na forma tentada, ofensas à integridade física qualificada, um crime de incêndio, de roubo, detenção e uso de armas proibidas.

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