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Sporting defende que "decisões do Conselho de Disciplina colocam em causa a credibilidade da justiça desportiva"

15 jul, 2025 - 11:48

Leões compilam casos desde abril e consideram que houve disparidade no tratamento ao Sporting e aos dois outros rivais.

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O Sporting, em comunicado, considera que as últimas decisões do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol "colocam em causa a integridade das competições e a credibilidade da justiça desportiva".

Em causa estão os castigos aplicados a vários jogadores do Sporting após a final da Taça de Portugal e o clube exemplifica as suas críticas, comparando com tratamento realizado a outros clubes.

Os leões destacam que Conrad Harder foi suspenso por um jogo a 17 de abril, mas o recurso foi decidido pelo Conselho de Disciplina após o cumprimento da suspensão, o que no entendimento dos leões, é "inútil no tempo, que retira qualquer efeito útil ao direito de defesa".

O Sporting explica que Harder foi suspenso por ter gritado a palavra "yeah", enquanto que "Esgaio, Quenda e Debast terão supostamente dirigido a expressão “Chupa c**” a um adversário e também foram suspensos por um jogo", contrastando com António Silva, do Benfica, que terá gritado "chupa" no "corredor de acesso aos balneários, provocando uma reacção de elementos do FC Porto. A sanção? Uma multa de €408".

Sobre a suspensão a Frederico Varandas, o presidente dos leões foi suspenso por 51 dias no dia 3 de abril, mas o Sporting alega que a "a notificação da decisão só foi feita no dia seguinte, atrasando o início do cumprimento da suspensão".

"Consequência desse atraso, o castigo apenas terminou no dia 25/05/2025 (em vez de 24/04/2025), dia da final da Taça de Portugal, impedindo o Presidente do Sporting CP de aceder à zona técnica e acompanhar a equipa no jogo", pode ler-se.

Os leões dizem que "durante a suspensão, o Presidente do Sporting CP limitou-se a fazer declarações públicas de apoio à equipa e respeito pelo adversário, incluindo na Câmara Municipal de Lisboa no âmbito de uma cerimónia oficial organizada pelo município".

"Em contraste: O Presidente do SL Benfica confrontou e dirigiu várias acusações contra o Presidente da FPF na tribuna do Jamor. O Presidente do FC Porto acusou publicamente o Presidente do Sporting CP de “coagir árbitros”", pode ler-se.

No entanto, os leões dizem que por esse motivo, Varandas foi alvo de dois processos disciplinares enquanto que Rui Costa e André Villas-Boas não foram alvo de qualquer processo.

Matheus Reis foi suspenso por quatro jogos, mas o Sporting considera que foi "distorcida" a teoria do "field of play", que terá sido aplicada no caso Conrad Harder.

"No caso Matheus Reis, essa mesma teoria foi distorcida, afastando-se o entendimento anteriormente assumido pelo órgão relativamente à valoração das decisões do VAR para punir o jogador com uma suspensão de 4 jogos", pode ler-se.

O Sporting lamenta ainda que no processo disciplinar instaurado contra Matheus Reis, "o Conselho de Disciplina juntou aos autos os contratos referentes à contratação dos jogadores Matheus Reis, Viktor Gyökeres, Morten Hjulmand e Geovany Quenda, incluindo os respectivos contratos de transferência, contratos de trabalho e contratos de intermediação com agentes de futebol".

"Não fosse a pronta intervenção da Sporting SAD no sentido de os documentos serem imediatamente desentranhados dos autos, o SL Benfica e César Boaventura teriam tido – presumindo que não tiveram – acesso a documentos confidenciais com segredos comerciais do Sporting CP e dados pessoais dos jogadores devido à decisão do Conselho de Disciplina da FPF de juntar aos autos elementos totalmente irrelevantes e desconexos com o objecto do processo disciplinar. Pergunta-se: a que propósito se expõem contratos confidenciais num processo disciplinar com base num vídeo?", conclui o comunicado.

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