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Rui Borges: "Por mais que estejamos a fazer algo bom, não está a chegar. Temos de fazer algo extraordinário"

23 jan, 2026 - 12:59 • Inês Braga Sampaio

Treinador do Sporting recusa entregar as faixas de campeão ao FC Porto, apesar da distância. Em Arouca, caia chuva ou neve, a obrigação é ganhar: "Se tiver de ser de fato-macaco, é fato-macaco. Se tiver de ser de calção e t-shirt, é calção e t-shirt."

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Rui Borges não entrega as faixas de campeão ao FC Porto, no entanto, admite que o Sporting tem de ser "perfeito" na segunda volta da I Liga, para poder continuar a sonhar sagrar-se tricampeão nacional.

"Estamos a fazer um grande campeonato. Em tudo: pontos, golos marcados, golos sofridos... Apenas, quem vai em primeiro fez uma primeira volta extraordinária. Não há como lutar contra isso. Aumenta a nossa exigência. (...) E temos de ter essa noção, e eu tenho-a, de que, por mais que estejamos a fazer algo bom, não está a chegar. Temos de fazer algo extraordinário", realça o treinador, em conferência de imprensa.

Rui Borges fazia a antevisão do jogo com Arouca, que poderá realizar-se com neve. O técnico deixa claro, porém, que o Sporting tem obrigação de ganhar sempre, independentemente das condições climatéricas:

"Temos de ganhar, ponto final. Seja com ou sem neve, com chuva ou sem chuva. É no que for. (...) Espero e acredito que eles estejam preparados para essa exigência, seja com neve, com bola cor de laranja ou amarela, seja o que for. A equipa vai perceber que se tiver de ser de fato-macaco, é fato-macaco, e se tiver de ser de calção e t-shirt, é calção e t-shirt."

O Sporting, segundo classificado, a sete pontos do líder, visita o Arouca, 13.º, no sábado, às 18h00, a contar para a jornada 19 do campeonato. Encontro com relato em direto e acompanhamento na Renascença.

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Mudar o chip: "É totalmente diferente, contexto diferente, exigência diferente, adversário pede coisas diferentes. É mudar o chip para as dificuldades do jogo em Arouca, que não terá nada a ver com o da Champions, que nada mais significou do que três pontos. O campeonato é que é a nossa Liga dos Campeões. Exigência grande, mau tempo, vamos ver o que o jogo vai pedir, o estádio do terreno, se vai chover, se vai estar temporal. Teremos de ter uma capacidade de adaptação grande, mas os campeões são assim: têm de se adaptar e ganhar independentemente das circunstâncias.

Saída de Jeremiah St. Juste: "Correu bem para o St. Juste, foi bicampeão. É desejar a maior sorte do mundo para o futuro. Foi um jogador importante, neste momento já não é jogador do Sporting."

Possível neve: "Espero um jogo difícil. Vamos ter de perceber mais em cima do jogo as circunstâncias, mais propriamente o tempo. O adversário tem uma ideia muito vincada, não muda, o treinador é fiel à sua ideia e bem. Faz sempre grandes trabalhos, são sempre equipas muito bem trabalhadas. Será um jogo difícil, será uma saída difícil, é uma equipa que não sofreu golos nos últimos três jogos, o que dita o crescimento do Arouca. Estão numa boa fase."

Reforço Faye e regressos de Pote e Diomande: "São jogadores que vamos perceber se faz sentido irem já para a convocatória. O Faye ainda não sabemos se é possível. O Pote e o Diomande hoje treinaram com a equipa. Vai ser uma decisão que teremos de tomar."

Continuidade na Champions pode ser prejudicial para o campeonato? "Sobrecarrega o campeonato, jogamos de três em três dias. Temos tido lesões, mas os jogadores estão a voltar e tornam o grupo mais forte e mais capaz de dar resposta a esses jogos. É nisso que nos focamos. Queremos ter toda a gente disponível e, dentro disso, mantermo-nos competitivos, seja qual for a competição. Nós queremos ganhar. Agora, se nos perguntarem se queremos ir ganhar a Bilbau, queremos, porque se ficarmos nos oito primeiros, que mesmo assim podemos não ficar, tira-nos dois jogos do excesso de calendário. Ajuda também nesse sentido, porque conseguimos treinar mais de forma normal e, às vezes, é necessário. Por mais que os jogadores queiram jogar sempre, o cansaço acumulado vai surgindo, estamos mais perto de lesões. Mas com o grupo mais disponível, daremos resposta em qualquer jogo."

Poupar Pote e Diomande para Bilbau: "O importante é ganharmos ao Arouca, é essa a nossa Liga dos Campeões e é nisso que temos de nos focar. Por tudo o que poderá acontecer do tempo, será um jogo dificílimo e temos de ser capazes de dar resposta. Não estou muito focado no Bilbau. Em relação a poupar [Pote e Diomande], poupados estão eles, que não têm jogado."

Vitória do Sporting em Bilbau beneficia Benfica na Liga dos Campeões: "Só olhamos para o Sporting, não olhamos para mais ninguém. Queremos é, depois de passar o Arouca, que é esse o nosso foco, fazer o nosso melhor em Bilbau, para conseguirmos entrar nos oito primeiros e, se possível, tirar dois jogos ao excesso de calendário. Só isso."

Dormia bem quando perdeu Viktor Gyökeres e recebeu um jogador [Luis Suárez] vindo de uma segunda divisão de Espanha? "Em junho foi quando eu dormi melhor. Estava de férias, era bicampeão... Esqueça. Estava descansado e de dever cumprido. Dormi bem em junho. Isso faz parte do futebol. Saiu um grande jogador, entrou outro e é o nosso trabalho enquanto treinadores e clube encontrar soluções, valorizá-las. É isso que temos conseguido, felizmente. É um grande trabalho de toda a gente, estrutura em si também, de observação e encontrar estes jogadores que nós identificamos com o Sporting, para continuar a dar resposta a títulos, a grandes campeonatos e qualidade de jogo. As saídas acontecem milhentas vezes no futebol."

Recebeu muitas mensagens de interessados após a vitória sobre o PSG? "Não. Para mim, foi uma semana normal. Jogo de dificuldade grande, contra uma grande equipa, ganhámos, para mim significa três pontos. No telemóvel, [recebo mensagens de] amigos e família, mas isso mandam quando eu ganho ao PSG, como quando eu ganho ao Arouca. É exatamente igual. E quero é que eles mandem mensagem quando eu ganho ao Arouca e não ao PSG."

Como se prepara um possível jogo na neve? "Não se prepara, porque nós não temos neve. Temos de tratar de artificial aqui para a malta. [risos] Estou a rir-me, mas é uma boa pergunta. É de momento, não sei. Não conseguimos ainda arranjar solução para isso, treinar na neve. Agora, mesmo sem neve, será difícil. Ainda hoje, durante o treino, choveu torrencialmente. Chuva forte, fria. Malta um bocadinho parada fica logo congelada e começam logo, 'Ei, está bom, acaba o treino'. E eu quero é acabar o treino. É difícil, mas é para toda a gente, mas a ambição e o querer ganhar tem de estar acima de tudo o resto. Ter a responsabilidade de que temos de ganhar, ponto final. Os jogadores sabem que queremos e temos de ganhar, seja com ou sem neve, com chuva ou sem chuva. É no que for. Eles têm esse espírito de equipa e de grupo e adaptam-se bem à exigência, à estratégia e ao que for. Espero e acredito que eles estejam preparados para essa exigência, seja com neve, com bola cor de laranja ou amarela, seja o que for. A equipa vai ser capaz de perceber que se tiver de ser de fato-macaco é fato-macaco, se tiver de calção e t-shirt é calção e t-shirt. Eles enquanto grupo percebem bem e assumem essa responsabilidade."

Acredita que o Sporting ainda pode ser tricampeão? "Claramente que sim, se não mandávamos já as faixas para o primeiro classificado. Estamos a fazer um grande campeonato. Em tudo: pontos, golos marcados, golos sofridos... Apenas, quem vai em primeiro fez uma primeira volta extraordinária. Não há como lutar contra isso. Aumenta a nossa exigência também. Nós para sermos novamente campeões não chega sermos como na época passada e há dois anos. Não chega, porque estamos a fazer e não está a chegar. Temos de fazer melhor. Temos de arranjar uma forma, entre todos, de nos superarmos ainda mais. É sempre esse o nosso objetivo diário, é perceber que temos de ser extraordinários, porque podemos ter, e teremos com toda a certeza, uma oportunidade de voltar a ser campeões. É isso que queremos muito. Porque no ano passado estivemos oito pontos à frente do segundo classificado e passámos para um atrás do primeiro. Perdemos nove pontos. Este ano pode acontecer exatamente a mesma coisa. Estamos a sete pontos, é certo, mas falta uma segunda volta toda e há jogos competitivos para toda a gente. A exigência é para toda a gente, para nós e para quem vai em primeiro. Temos de nos focar naquilo que nós controlamos, que são os nossos jogos. E temos de ter essa noção, e eu tenho-a, de que, por mais que estejamos a fazer algo bom, não está a chegar. Temos de fazer algo extraordinário. Temos sido muito bons? Temos, mas não está a chegar. Temos de ser perfeitos. Temos de ir à procura de uma segunda volta melhor que a primeira e, no fim, lá se verá as consequências disso. Para mim, quem ganha tem sempre mérito."

Morten Hjulmand regressa, vai João Simões ou Morita para o banco? "Vou queixar-me mais por tê-los todos do que por não os ter. Vai dar-me mais dores de cabeça. O Morten é o nosso capitão, é um exemplo para todos, é alguém que consegue transportar a equipa e puxá-la para o rumo certo, a energia certa, a dinâmica certa. É um jogador importantíssimo para a equipa e está num momento de forma extraordinário. Está como nunca esteve. E por tudo o que é o significado que tem para o grupo, para além da sua qualidade técnica e tática, é importantíssimo. Estou feliz por tê-lo. O Morita e o Simões fizeram os dois um grande jogo com o PSG, um jogo extraordinário dos dois. É bom, é sinal de que estão todos ligados e à procura das suas oportunidades, e percebem que as têm. Todos até ao momento têm tido essas oportunidades e têm correspondido, e sabem que a qualquer momento podem ser titulares, podem ser suplentes e todos se sentem jogadores importantes."

Conta receber mais algum reforço ou perder algum jogador? "Primeiro, espero que não saia ninguém. Já ficarei feliz. De resto, é focar-me naquilo que temos. Não estou a pensar no mercado, muito honestamente. Chegaram dois jogadores para a mesma posição, dois extremos, embora sejam diferentes e nos dêem soluções diferentes do que já tínhamos no grupo. Amas sempre mais numa perspetiva de futuro, naquilo que seremos capazes de ajudar no crescimento deles. No futuro, serão jogadores muito valiosos para nós e para o que será o futuro do Sporting. Feliz por ter os dois. Estão os dois ainda à procura de entender a equipa, o Sporting, a grandeza do clube e a exigência de para onde vieram. Mas estão os dois felizes e muito motivados para ajudar."

Fotis Ioannidis e Nuno Santos: "O Nuno, acredito que poderá, na próxima semana, felizmente, começar a treinar com o grupo integralmente. Ficarei muito feliz se isso acontecer, tenho quase a certeza de que vai acontecer. O Ioannidis é muito o dia a dia e perceber a clínica dele, perceber que passo podemos dar à frente. É muito o momento, não tem uma data específica. Acredito que até ao Nacional possa estar disponível, mas isso sou eu, como treinador. O Nuno, felizmente, já voltará agora."

Teme perder Luis Suárez ou é um avançado para muitos anos? "É um avançado para muitos anos. Ou pelo menos, para acabar a época. Isso, 100% que sim. Não me tira o sono. Mas claro, no futebol, a qualquer momento pode acontecer algo de que ninguém está à espera. Se o Sporting em algum momento que alguma coisa extraordinária que aconteça e não há mesmo maneira de segurar o Luis, ou outro jogador qualquer, arranjaremos outra solução, isso é certo. Está o Ioannidis aí a vir já, siga. Sou muito simples nesse aspeto, não olho para esses lados. Não está um, está outro. Aqui, é o Sporting. E o Sporting vai ter sempre grandes jogadores, grandes treinadores e vai seguir, vai ser campeão mais vezes, vai ganhar troféus mais vezes, independentemente das caras que estão aqui. Comigo, será sempre assim: jogador importantíssimo, grande época, todos são importantes, e eles sabem disso, mas ninguém é insubstituível."

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