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Liga dos Campeões

Borges confia na reviravolta do Sporting em Londres. "Este grupo é dado a coisas difíceis"

07 abr, 2026 - 22:41 • Inês Braga Sampaio

Treinador considera que a derrota com o Arsenal, por 1-0, com um golo ao cair do pano, foi "penalizadora", num jogo em que "as melhores oportunidades são do Sporting".

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Rui Borges considera a derrota do Sporting com o Arsenal, por 1-0, com um golo nos descontos, "penalizadora", mas mostra-se orgulhoso dos jogadores e acredita que é possível dar a volta à eliminatória dos quartos de final da Liga dos Campeões em Londres, na próxima quarta-feira.

"A eliminatória está em aberto. É fora de casa, é difícil, mas este grupo é dado a coisas difíceis e isso motiva-os ainda mais", garante o treinador do Sporting, em declarações à Sport TV, após a partida em Alvalade.

O Sporting está obrigado a vencer no Emirates, em Londres, na próxima quarta-feira, dia 15 de abril, para sonhar com as meias-finais.


Análise: "Foi um bocado penalizador, por tudo aquilo que fomos capazes de fazer ao longo de todo o jogo. Foi equilibrado, mesmo na posse, mas as melhores oportunidades de golo são do Sporting. O Arsenal em 90 minutos tem um remate à figura do Rui e uma bola para à trave, antes do golo. Tirando isso, fomos controlando o jogo. Muito sinceramente, estou muito feliz pela capacidade dos nossos jogadores e da nossa equipa. Irrepreensíveis a todos os níveis, estou de consciência tranquila por tudo aquilo que eles deram e fizeram. Uma pequena desatenção nossa saiu-nos caro, acaba por ser frustrante porque é aos 90, mas há que levantar a cabeça e seguir em frente. O futebol é mesmo isto, nós também já ganhámos alguns jogos aos 90, 91, 92. Faz parte, é saber lidar com isso."

Fisicalidade do Arsenal: "Sabíamos muito bem aquilo de que são capazes. Quando acionavam a pressão, procuraram sempre o homem a homem. A fisicalidade individual ajudou a ganhar duelos, nas primeiras e segundas bolas. São muito intensos. Mas não fugimos ao que somos. Em alguns momentos errámos, faz parte, mas soubemos reagir. O Arsenal não teve grandes oportunidades de golo, jogasse mais alto ou mais baixo, e nós conseguimos controlar o jogo. Fomos anulando, não os deixámos criar grandes oportunidades. A eliminatória está em aberto. É fora de casa, é difícil, mas este grupo é dado a coisas difíceis e isso motiva-os ainda mais."

Sentiu falta de Geovany Queda, Nuno Santos, Luis Guilherme, para abrir mais o jogo? "Nem é tanto para abrir, é para mexer de forma boa e contínua, dar seguimento ao que o Geny e o Trincão estavam a fazer. Na parte final podíamos ter bolas em contra-ataque e precisávamos de gente fresca para nos dar essa aceleração. O Quenda e o Luis Guilherme dão-nos essa qualidade técnica e velocidade, essa verticalidade. Oxalá recuperem rápido, são mais duas soluções a acrescentar à qualidade do plantel."

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