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Sporting

Rui Jorge Rego: "Quer fique, quer saia, Luis Suárez colocou-se numa posição difícil"

04 jun, 2026 - 12:45 • João Filipe Cruz

Antigo candidato à presidência do Sporting admite estar "expectante" com o mercado em Alvalade, fala em "fim de ciclos", mas garante a Bola Branca estar otimista.

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Um beco quase sem saída limpa. É desta forma que Rui Jorge Rego reage ao alegado acordo entre Luís Suárez e Hakan Safi, candidato à presidência do Fenerbahçe. Para o antigo candidato às eleições do Sporting, o avançado colombiano criou um cenário "problemático".

"Isto, enfim, é algo que a direção não consegue controlar, mas é problemático quer fique, quer vá embora. O Suárez colocou-se numa posição difícil e será muito difícil encontrar um ponto de lança daquela qualidade", admite, em declarações a Bola Branca.

O anúncio do candidato à liderança de um dos gigantes de Istambul provocou réplicas em Lisboa e, mesmo sendo "difícil conquistar a presidência", para Rui Jorge Rego, "não deixa de haver um tema". Ainda assim, olhando para a cláusula de rescisão, confia que não haverá problemas de maior para o Sporting.

"Com 80 milhões, eu tenho a certeza que o Sporting encontrará um ou dois pontas de lança. O problema dos pontas de lança não é que não existam, é que são caros, não é? É talvez a posição mais cara do plantel. Com 80 milhões, haverá a capacidade de encontrar um jogador que, na Liga Portuguesa faça muitos golos", acredita.

Confiança e apreensão

Olhando para o resto do quadro, o advogado mostra alguma apreensão pelo desfile de nomes colocados à porta de saída de Alvalade. Parecendo cada vez mais certo o cenário o "fim de ciclo no meio-campo", Rui Jorge Rego não quer pensar em saídas de atletas como Francisco Trincão ou Maxi Araújo, "jogadores difíceis de substituir".

Apesar dos muitos pontos de interrogação, o antigo candidato à liderança leonina renova a confiança na direção de Frederico Varandas e não conclui que o projeto desportivo possa sair beliscado, ainda que admita estar "expectante".

"Esta direção trouxe-nos títulos, saúde financeira, entraram neste mercado a investir antes de vender, portanto tenho que dar aqui um voto de muita confiança. Nós temos vindo a ser habituados pela direção do presidente Fabrício Varandas a uma, duas saídas e entradas. Sai um, dois jogadores, e entram outros tantos, sempre mantendo uma espinha, uma ideia de jogo e, portanto, uma continuidade. Isso parece que acabou. A ideia de jogo continuará porque o treinador é o mesmo, mas essa continuidade dos jogadores parece que acabou e, portanto, deixa-me expectante. Vamos ver o que é que vai acontecer", diz à Renascença.

Em 2018, Rui Jorge Rego concorreu à liderança do clube verde e branco, no ato eleitoral que viu Frederico Varandas merecer, pela primeira vez, a confiança dos sócios. Já há oito anos defendia que devia reinar o bom ambiente entre os "grandes" de Portugal, mas não é o que se verifica atualmente, algo que provoca muita apreensão.

"Acho que estamos a recuar no tempo e esse é um tema que me preocupa bastante, porque os presidentes têm de ter noção - e penso que se calhar não têm porque, se tivessem, não o faziam — de que acicatam as pessoas, acicatam as classes, acicatam as massas. Se tivesse responsabilidades, faria de tudo para que isto acabasse, a bem da segurança das pessoas e do produto que se pretende vender lá fora", conclui.

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