Presidente do Conselho de Ética para as Ciências da Vida discorda de uma eventual adoção em Portugal do modelo australiano para restringir o acesso de crianças e jovens às plataformas digitais. Maria do Céu Patrão Neves pede um "equilíbrio dinâmico" entre restrições e literacia digital. Investigador Francisco Rente concorda e sugere mecanismos legais para responsabilizar pais e encarregados de educação.
O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida defende que é "legítima" a proibição, "mesmo contra a vontade dos pais" e defendeu o tema antes do Governo avançar com a medida.
Presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida avisa que esta prática pode ser contraproducente para quem quer vir a engravidar e pede às pessoas que não acreditem em tudo o que leem nas redes sociais.
Em entrevista à Renascença, a presidente do CNECV, Maria do Céu Patrão Neves, fala em "instrumentalização da própria ciência" a propósito desta experiência "sem qualquer finalidade legitimadora”.
Na visão da presidente do CNECV, o legislador não se pode limitar a reagir, mas deve dar atenção a questões como a dignidade do embrião e a discriminação de crianças que nascem por Procriação Medicamente Assistida.
Em agosto termina o período de transição de uma alteração legal que coloca fim ao anonimato das doações de espermatozoides e de óvulos, sob o risco de serem destruídos.
A presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida considera que não foram tomadas em conta as consequências da lei que põe fim à confidencialidade dos dadores de óvulos e espermatozoides, e que pode levar a que, a partir de agosto, milhares de embriões sejam destruídos.