Subsídio ao cuidador informal deixa de contar como rendimento, mas não haverá pagamentos retroativos, disse à Renascença fonte do Ministério da Segurança Social.
Em reação à reportagem da Renascença sobre cuidadores informais menores, Fernando Alexandre diz desconhecer de que forma essa realidade afeta a relação dos jovens com a escola e que o tema nunca lhe chegou às mãos.
Leonor cresceu a preparar comprimidos, a ajudar a mãe a levantar-se e a dar-lhe banho quando já não tinha forças. Iara passou a cuidar da casa e a fazer massagens à mãe para aliviar as dores da fibromialgia. Sílvia dividia os dias entre a escola, os treinos e a avó com cancro. Hoje são jovens adultas, mas o Estado continua sem saber quantos menores são cuidadores — uma “inversão de papéis” que deixa marcas profundas, alertam psicólogas.
Em Portugal, mais de 80% dos cuidadores informais são mulheres, mas há homens a remar contra a estatística. Mudam fraldas, preparam refeições, acompanham terapias e consultas. De um pai que cuida do filho a um filho que cuida da mãe, cinco homens mostram que cuidar não tem género. Mas os preconceitos persistem.
Na segunda-feira ficou a saber-se que a Associação Nacional dos Cuidadores informais (ANCI) e o Movimento Cidadão Diferente estão a ser contactados por centenas de pessoas que se queixam de que o Estado está a cortar apoios sociais a quem recebe subsídio de cuidador ou por deficiência.
Durante seis dias, famílias podem descansar de um ano de correria. No Centro Francisco e Jacinta Marto acontece uma "enorme experiência humana" onde ninguém é discriminado ou "olhado de lado".
O movimento pede aos partidos um compromisso "de forma clara e inequívoca, com a defesa das famílias com pessoas com deficiência ao seu cuidado e, em particular, com os alunos com necessidades educativas especificas".
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares acredita valorização dos cuidados informais é um caminho para diminuir os internamentos sociais e diz que tema deve ser "uma priporidade na discussão política"
Em parceria com a Câmara de Braga, a Associação de Cuidadores Familiares e Amigos de Braga (AFAB) disponibiliza um serviço de atendimento de cuidadores.
Dados mais recentes, de novembro de 2024, revelam que existem mais de 16 mil cuidadores com estatuto aprovado. Um número que representa "uma gota no oceano".