Um dos eixos centrais da mensagem é a situação dos migrantes e refugiados. D. José Ornelas lembra que muitos fogem “de situações de guerra e perseguição” ou procuram “segurança e condições de vida e futuro”, encontrando, porém, “portas fechadas, exploração gananciosa e perigos de todo o género, quando não mesmo a morte”.
D. José Ornelas diz que o Natal convida “à ternura” e abre “horizontes de futuro e de esperança”, mas não esquece os que sofrem com a guerra, as vítimas da pobreza e os idosos abandonados.
Migrantes devem ser vistos “como alguém que está a dar um contributo notável” à sociedade e que “pede para ser acolhido”, defende presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.
Conferência Episcopal Portuguesa pede consensos na política e anuncia a realização de um fórum dedicado às migrações.
Bispos portugueses estão reunidos em Fátima, até quinta-feira.
No final da peregrinação aniversária de outubro, o bispo de Leiria-Fátima congratulou-se com os passos dados no Médio Oriente e recordou os conflitos em Cabo Delgado, Sudão e Ucrânia, pedindo a Nossa Senhora o dom da paz para todos.
Reconhecendo que pode haver “razões de desilusão e desencanto”, D. José Ornelas sublinhou que “o pior de tudo é não participarmos, é não estarmos presentes, porque então as coisas acontecerão sem nós”.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa considera que dificultar a integração familiar de migrantes “é nocivo, mau e desumano”. O Encontro dos Bispos Lusófonos, que terminou esta sexta-feira, reuniu prelados de oito países. Na conferência de imprensa, o arcebispo de Saurimo, Angola, considerou que os cortes ao financiamento no apoio ao desenvolvimento dos países africanos são uma "oportunidade".